| A Vida de um Discípulo |
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| Escrito por Rodrigo Dias Morgado | |
| Dom, 20 de Janeiro de 2008 11:07 | |
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Preço: R$ 17,00 Leia a seguir o Prólogo do mais novo romance publicado pelo IPE: Em 1966, tendo como cenário uma grande cidade brasileira, uma família comum passava por momentos difíceis com o acidente de Luiza, mãe de três filhas pequenas, que havia sido atingida por um caminhão desgovernado, enquanto fazia a feira da semana. Luiza estava com a filha mais velha, Elisabeth, quando, de repente, o caminhão a arremessou por cima da bancada de uma barraca. Luiza só pensou em salvar sua filha e empurrou-a para longe. Quando voltou a si, percebeu que Elisabeth estava desacordada, tentou levantar-se, para socorrê-la, quando sentiu uma dor enorme e viu que uma de suas pernas estava com fratura exposta. Para seu alívio, Elisabeth havia apenas desmaiado e estava bem. Deste dia em diante, a vida de Luiza resumiu-se a períodos em casa e períodos de internação, passando por várias cirurgias. Suas filhas foram, praticamente, criadas pelo pai e suas tias. Em uma dessas internações, um médico amigo da família comentou com Luiza, sobre uma gestante, com aproximadamente, quatro meses de gravidez, que lhe havia confidenciado que queria dar a criança para adoção. - Luiza, você conhece alguém que gostaria de adotar um bebê? - Doutor, diga a essa mãe que o senhor já conseguiu os pais adotivos. Eu ficarei com o bebê. - Mas como você vai cuidar de um recém-nascido nas suas condições? Você está sempre internada. Se já é difícil cuidar de suas três filhas, imagine mais um bebê! - Eu quero. Já está decidido. Luiza tinha receio dos pais verdadeiros se arrependerem e procurarem o bebê. Por isso, pediu ao médico para dizer à mãe que a criança seria adotada por um casal estrangeiro. No verão de 1967, nasce uma linda menina, saudável, morena, com cabelos e olhos negros. O médico, rapidamente, avisou Luiza, que juntamente com o marido Otávio, esperava ansiosa. Três dias depois do nascimento, Luiza foi ao hospital para receber sua filha. Ela e o médico adentraram ao quarto da mãe biológica, que chorava com a filhinha no colo. Ao ver o médico, entendeu que chegara a hora de se despedir. Entregou o bebê a ele, desejando toda felicidade para a filhinha que acreditava não ter condições de cuidar. Luiza, ao ver o bebê, chamou-a de Ana Paula e levou-a para sua casa.
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