| Carta ao Leitor - Pais e Filhos |
|
E assim foi com este texto, dos filhos: “E uma mulher que carregava o filho nos braços disse: ‘Fala-nos dos filhos.’ Mas, por que este verso? Porque alguns estão fabricando sua flecha na ânsia da vida pela vida. Outros as estão formando, tirando farpas, arredondando a madeira, fazendo a lança, para que no futuro, empreendam os mais altos vôos. E agora, depois de arremessados, rezamos para que esses seres, “nossos filhos”, atinjam o alvo da felicidade. Porém, algumas são feitas pelo reflexo do que foi assimilado enquanto crianças. Aí sim, cabe aos pais parte da responsabilidade das escolhas realizadas. Se quando pequeninos estivemos aparentemente longe, mal sabiam eles que, nem por um minuto, deixamos de vigiá-los, de zelar pelo seu bem estar, estávamos tão perto, mas não queríamos sufocá-los com nossas atenções. Deixávamo-nos à distância, para que começassem a experenciar, para aprender a ter senso de responsabilidade. Para que os filhos cresçam, necessitam aprender com a experiência. Engraçado, repetiremos isso até o nosso ou deles, último alento de vida. Nossos filhos aparentemente não crescem, pois para os pais estes serão eternamente crianças, seres que sempre terão a nossa atenção e mesmo, de longe, estaremos sempre vigiando, zelando para que alcancem a felicidade, o alvo. Vibramos quanto mais perto eles se encontram e choramos quando observamos que estão se desviando da rota, indo por um caminho mais difícil. Mas nós, flechas que estamos também atrás do alvo, não queremos que nos imitem, e sim, que façam as coisas como seres únicos que são ou que sigam nossos maus exemplos, porque muitas vezes, também fizemos escolhas e tomadas de decisões erradas, embora tenhamos realizado muitas coisas boas. O principal é que eles descubram seu próprio caminho para chegar ao alvo e que esse nunca se distancie do grande Arqueiro, pois somente Ele tem a destreza de conduzir ao alvo da felicidade.
|


