Brasil: Sebastião Salgado

salgadoSebastião Ribeiro Salgado é um fotógrafo brasileiro, nascido em Aimorés, Minas Gerais, em 1944. Graduado em economia na cidade de Vitoria – ES, fez Pós- Graduação na Universidade de São Paulo – USP. Em 1968, trabalhou no Ministério da Economia como economista.

Devido às perseguições politicas da época da Ditadura Militar ele foi obrigado a buscar asilo politico em Paris no ano de 1969, continuando ali seus estudos em 1971tornou-se doutor nesta área. De volta ao Brasil ele atuou na Organização Internacional do café de 1971 a 1973 exercendo a função de especialista em fiscalização de plantações africanas.

Seu encontro definitivo com a fotografia aconteceu aos 29 anos quando fazia uma viagem à África, levava consigo a máquina fotográfica de sua esposa Lélia Wanick Salgado amante da fotografia e fotógrafa.

Sebastião encontrou na fotografia uma forma de enfrentar e mostrar os acontecimentos planetários principalmente àqueles relacionados aos aspectos econômicos. Dedicou-se principalmente a mostrar ao mundo os excluídos, aqueles que vivem à margem da sociedade. Tornou-se um dos principais e mais venerados fotógrafos da atualidade na área do fotojornalismo. Sua preferência sempre foi por fotos preto-e-branco. Em 1973 retornou à Paris e deu inicio à sua trajetória de fotografo. Os primeiros trabalhos realizados por Sebastião foram como “ free lancer”. Os trabalhos abordavam desde o clima seco do perímetro africano de Sahel de Níger aos imigrante assalariados europeus.

Sebastião Salgado trabalhou nas principais agências fotográficas da Europa, ele passou por mais de vinte e cinco países fotografando e registrando os mais variados acontecimentos. Em 1979 ele ingressou na Magnum Photos agência de maior prestígio no mundo. Cooperativa instituída por Robert Capa e Henri Cartier-Bresson único fotografo brasileiro a trabalhar nesta agência.

Como repórter fotográfico ele ficou bastante conhecido pelo seu trabalho sobre os primeiros 100 dias do governo de Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos. Ele foi um dos poucos fotógrafos que documentou o atentado sofrido pelo presidente e isto lhe rendeu valor suficiente para financiar seu primeiro projeto pessoal, uma viagem à África. Ele viajou por mais de 100 países realizando projetos fotográficos. Realizou também um trabalho fantástico de sequência de fotos documentais sobre camponeses latino-americanos durante sete anos. Este trabalho deu origem ao seu primeiro livro em 1986 “Outras Américas”. Neste trabalho ele registra os povos indígenas da América Latina, para realizar este trabalho ele percorreu desde o litoral do Nordeste brasileiro até as Montanhas do Chile e daí à Bolívia, Peru, Equador, Guatemala, México. No mesmo ano ele publicou seu segundo livro “ Sahel: O Homem em Pânico”, resultado de quinze meses com a ONG “Médicos Sem Fronteiras” cobrindo a seca do Norte da África.

De 1986 a 1992 ele concentrou seu tempo em documentar fotograficamente a realidade dos trabalhos manuais em todo o Planeta, resultando no livro “Trabalhadores” 1996.Como resultado de seus trabalhos fotográficos vieram muitos outros livros: “Outras Américas” (1999), “Retratos de Crianças do Êxodo” (2000), “Exodos” (2000), “O fim do Pólio” (2003), “Um Incerto Estado de Graça” (2004), “O Berço da Desigualdade” (2005), “África” (2007).

Em 2001 foi indicado para ser representante especial da UNICEF. Foram muitos os prêmios recebidos por Sebastião Salgado tanto Nacionais como Internacionais.

Em 2011 com 67 Sebastião Salgado após sete anos de trabalho, conclui o projeto “Gênesis”, o seu último grande trabalho que o levou a dezenas de países a procura de lugares “ainda não destruídos” pelo homem. Este trabalho lançado em 2013 fez com que o mundo virasse os olhos para o fotógrafo.

Isto colaborou bastante para que o documentário “O Sal da Terra” realizado por seu filho o cineasta Juliano Ribeiro Salgado e o alemão Win Wenders cineasta e fotógrafo concorresse ao Oscar 2015. O Documentário conta um pouco da longa trajetória do fotógrafo Sebastião Salgado.

Sebastião Salgado procura transmitir em suas fotos todo o drama e impacto da situação por ele observada levando as pessoas a refletir sobre a situação econômica do local retratado, através do choque provocado pela imagem real nua e crua da pobreza, da fome e da dor. Desigualdade social e Globalização com objetivo de gerar debates sobre estas questões.

“Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair” (Sebastião Salgado).

Autora: Delinalva Vieira de Souza

Fontes: pt.wikipedia.org.br

www.girafamania.com.br
sites.google.com
g1.globo.com
Foto: http://www.goretecolaco.com/tag/sebastiao-salgado

Posts Recentes

Assine já!

Quer estar por dentro das últimas novidades?

Não se preocupe, também não gostamos de spam ;)
Ao assinar a newsletter, declaro que conheço a Política de privacidade.

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Veja Também

Postagens Relacionadas

capa
Julho de 2015

Editorial

Caro leitor, nós não podemos escapar da corrida do tempo.Constatamos um paradoxo: quanto mais tempo nós temos, graças ao progresso

Continuar lendo »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Institucional