Cada fase da vida uma maturidade

capaMaturidade é um processo de transformação e desenvolvimento do ser. Uma estrada sem volta, aonde o homem vai experenciar e vivenciar situações que lhe permitem tomar decisões para facilitar a sua vida e a dos demais. A maturidade não é algo estático, mas uma atitude interior, uma disposição de ânimo que torna o homem capaz de expressar as suas faculdades mais elevadas, a conquistar valores, para poder expressar sua virtude.

Considerada o período mais importante para a maturação do ser, a infância tem seu início no nascimento e se prolonga até os sete anos. Mas é até os três anos que a velocidade e facilidade do desenvolvimento cerebral permitirão a assimilação de informações passadas através de exemplos que se juntarão à sua formação intermissiva. Nesta faixa etária a criança vive mais no plano astral e se torna mais fácil a inter-relação de informações. Por ter sua formação em gens carmas do pai e da mãe e se eles apresentam vícios de fumar e beber, por exemplo, e o fazem na presença da criança, forte tendência terá esta criança de fumar e beber na fase adulta. É uma fase muito importante para formação do caráter do ser. O carinho, a atenção, a segurança, o desenvolvimento mental e psicomotor sedimentados através das artes como a música, a pintura, e a dança vão ser a base dessa formação, e será o referencial para as escolhas na fase de adolescência e na fase adulta.

A criança vai apresentar tendências e vícios de comportamentos e os pais terão que ter a capacidade de observar e ajudá-las a transformar. Isto porque, estas são as energias de encarnações passadas, o que conhecemos por carma. Ela cria um mundo próprio e isto a torna egocêntrica, possessiva, egoísta. Não divide o que tem; não empresta seus brinquedos, o que vai tornando-a um ser difícil no aspecto da socialização. Para que isso não ocorra é preciso ensiná-la a dividir tudo, bem como a cumprimentar, abraçar e beijar as pessoas.

As crianças são capazes de assimilar vinte por cento do que falamos e oitenta por cento do que fazemos, portanto a melhor forma de encaminhá-las para se tornarem pessoas maduras são os nossos exemplos. Mostrar que não devemos selecionar alimentos e ensinar a comer de tudo que traga beneficio à saúde. Se a criança seleciona, separando o que gosta do que não gosta, mostra a falta de sociabilização e com certeza seleciona também as pessoas de seu convívio, contribuindo para uma imaturidade social quando adulto. As refeições devem ser feitas à mesa, pois é um momento de confraternização da família e muito importante na formação do ser.

A criança que cresce em ambientes onde a quantidade de adultos é maior, sempre vai apresentar maior progresso. Na pré-adolescência esboça certa maturação, mas não consegue fazer as melhores escolhas para seu desenvolvimento. Os pais são os principais responsáveis por estar orientando, informando e direcionando-as para um caminho seguro. Nesta fase são capazes de dialogar, emitir opinião. Gostam de estar em grupo e obedecem a regras, e já negociam com os pais. Por isso os educadores precisam ter pulso firme de só permitir, por exemplo, sair, se eles realizarem suas tarefas. A noção do trabalho com responsabilidade já deve ser incutida na mente dessas crianças com as tarefas de casa, como limpar o pó, guardar os objetos, lavar louça e também no trabalho voluntário em alguma instituição.

É na adolescência que o ser vai apresentar características próprias. Começa então um processo de busca de uma nova identidade; muda o corpo, o timbre de voz, aflora a parte hormonal e ele acha que sabe tudo. Momento em que reivindica sua independência, embora seja dependente do grupo de convívio, ao qual se mantém fiel, pois é a ele que recorre para expor suas ideias, tirar dúvidas, pedir opinião. Não confiam nos pais, são inseguros e buscam a autoafirmação no modismo que eles mesmos criam: o uso de brincos, pierces, tatuagens, bermudas largas. Praticam esportes radicais, skate, patins de ruas, jump, numa demonstração de imaturidade e irresponsabilidade com a vida.

Na visão deles, neste momento a figura do pai é inibidora, castradora, uma autoridade. A mãe terá a função de cuidar, dar carinho, enquanto o pai é o que direciona, aquele que o prepara para vida. Então aprendem a conviver com a proibição, ou seja, conviver com a não libertação dos instintos e sensações, que vai permitir transformar esses instintos e sensações em sentimentos.

Com a informática, globalização, os adolescentes de hoje são muito mais informados, têm mais conhecimento do mundo. Sabem tudo sobre sexualidade, mas falta-lhes experiência. A orientação dos pais é que poderá evitar uma gravidez precoce, ou a disseminação de doenças. É preciso mantê-los ocupados com cursos de idiomas, a pratica de esportes, estágios profissionais, numa preparação psicológica para enfrentar o mercado competitivo de trabalho.

Será que o pai faz falta? Como são as famílias, nas quais os pais não estão presentes? Estas famílias terão seus filhos com um déficit no desenvolvimento moral, psicológico, intelectual e social. Com certeza terão um déficit físico e psicológico, que vai estourar na adolescência. Nesta fase os jovens devem estabelecer sua identidade sexual, de personalidade, na figura de um pai que não tiveram. Pais ausentes filhos carentes. Isso se evidencia nos filhos adolescentes que reprimem sua agressividade.

Grupos de jovens, distribuídos em gangues, tribos, com diferentes denominações, reprimem sua agressividade de uma maneira agressiva, ou exorbitam sua agressividade por não possuir controle de suas emoções. São adolescentes que se reprimem na afirmação individual de uma identidade que é coletiva. Querem ser diferentes, mas todos se vestem iguais, se pintam iguais, como “os caras pintadas”, se furam e tem hábitos iguais. É importante saberem que existe o outro. Estão se formando, mas é aquela primeira fase da infância, a mais importante. As coisas vão acontecendo, umas engravidam, outros vão para drogas; um choque com eles mesmos, para daí decidir o que querem da vida.

Importante que estejam sendo acompanhados e reprimidos em suas ambições na identidade coletiva do não querer nada. Eles não querem nada da vida e quando dizem nada querer, tudo querem, pois são antagônicos. Têm dificuldades no aprendizado, no assumir responsabilidades, devido a uma insatisfatória maturidade emocional. Negam toda e qualquer autoridade, porque negam nela a autoridade do pai, de um pai que não se fez autoridade. Dirigem perigosamente, participam de rachas, são suicidas em potencial. Isso é o extremo que revela a imaturidade, na qual estes jovens podem estar mergulhados.

Para que esta fase seja menos conturbada, pais e educadores devem dar aos jovens oportunidades de escolha, evitar sansões e ajudá-los a decidir por si só, a integrar-se com outros jovens e a resolver conflitos. Devem exercer a autoridade sem ser autoritários.

Ser maduro é estar “plenamente desenvolvido; completamente formado”. Comparando a uma fruta, que ao amadurecer está pronta para ser saboreada, e ai poderíamos nos perguntar se um adolescente estaria plenamente pronto para fazer escolhas? O fenômeno escolha é um atributo humano, e isto é uma das características que nos diferencia dos animais, mas para que as escolhas sejam acertadas precisamos atingir um nível satisfatório de maturidade compatível com a idade que apresentamos.

Enquanto a criança e o adolescente estão em formação e dependem dos outros, tanto física como moralmente, o adulto, ao contrário, é um ser que se pressupõe haver chegado a certo grau de desenvolvimento e de formação. Atributos estes, que lhe permite expressar suas faculdades, estabelecer ligações sadias com outras pessoas e enfrentar a vida e seus problemas com equilíbrio e discernimento. O homem deve buscar através da convivência os verdadeiros valores e o significado da vida. Deve interagir com a família, no trabalho, participar de frentes de trabalhos que tragam facilidades e bem estar às pessoas. Aquele que atingiu um bom nível de maturidade sabe que sua felicidade não depende do outro, mas ele só sentirá alegria, se puder ver os outros alegres. Terá que se dedicar muito, trabalhar, estudar, estar disponível sempre. Isso lhe trará uma satisfação que não tem dinheiro que pague.

A maioria dos homens, muito embora tenha conhecimento do que é certo e errado, permanece ancorada na infância e na adolescência e apresentam sinais da imaturidade e do infantilismo adulto, caracterizadas pelas atitudes e reações infantis. Um exemplo disto é que quando algo não sai como deseja, fica emburrado, cara amarrada, e se isola do convívio. Isto mostra que seu desenvolvimento emocional e mental está atrasado em relação à idade cronológica.

Essas pessoas são excessivamente sensíveis, e ao mesmo tempo, egoístas e incapazes de dar e compreender. Não tomam decisões por si mesmas, são inseguras e estão sempre se justificando. Continuam “crianças”, pois não alcançaram um senso de equilíbrio, de sabedoria, e de responsabilidade que caracteriza um indivíduo maduro. O adulto que apresenta estas características, e não tem a observação para perceber e transformar os vícios deixa de aproveitar a fase seguinte que é a mais importante da vida “a terceira idade” hoje denominada de “a fase da melhor idade”, para continuar na mesmice, sofrendo, reagindo, vivendo isolado.

Não se pode pegar atalhos para se alcançar a maturidade ou voltar ao passado porque se descobriu que deixou de realizar algo, ou foi imaturo e negligenciou em determinado momento. O que se tem a fazer agora é identificar em que aspectos onde precisa melhorar e agir. O homem sempre estará em incessante crescimento. O que distingue o homem maduro do imaturo é que o primeiro através de sua observação interior, é capaz de perceber suas limitações e se esforçar para superá-las. Dispõe de uma ferramenta, o livre arbítrio, para medir seu nível de maturidade e pode contar com os conflitos, para uma vez resolvidos somar experiências.

O que se espera de um ser na fase adulta é que ele tenha atingido um nível de sabedoria, ou pelo menos faça uso da inteligência para organizar sua vida, tenha a disciplina de cumprir com suas responsabilidades e a ética na obediência a leis, para continuar em sua formação moral.

Para aqueles motoristas que gostam de ficar costurando no trânsito. Isto é uma mostra da instabilidade emocional, que pode culminar em um acidente. Cada vez mais, as autoridades aperfeiçoam as leis de modo a disciplinar aqueles que não conquistaram ainda uma formação moral. Recentemente aumentaram as punições para aqueles que dirigem após ingestão de bebida alcoólica. Se não somos capazes de obedecer às leis dos homens imaginem as leis da natureza e as leis cósmicas. Construímos uma casa com duas suítes, um banheiro social, varanda com rede, uma casa destas de cinema. Se o fazemos é porque temos condições e queremos proporcionar à nossa família conforto e comodidade. No entanto colocamos regras, que apenas um destes banheiros pode se usado. O que é isto se não uma imaturidade, uma forma de complicar a vida das pessoas. Precisamos viver com simplicidade!

Quando alguém no trabalho comete um erro e agimos por impulso, criticando ao invés de auxiliar, assim, estamos cometendo um erro maior. Estamos nos autoafirmando no outro. Do contrário orientaríamos e nos colocaríamos à disposição para ajudar em outras situações. Isto é uma mostra de quem já experenciou e assimilou situações semelhantes. O homem que estiver nesse nível, terá atingido uma boa média de maturidade, que o ajudará a concluir como foi seu desempenho na vida. O que poderia ter sido feito de forma diferente, onde acertou e onde errou.

Feito isso, sem ficar preso ao passado, deve aproveitar a vida! Viajar, passear, dançar, participar das rodas de amigos, ler, cuidar das plantas, dos animais. Manter alegria e a saúde em dia, continuar a praticar esportes obedecendo a seus limites e sempre acompanhado de profissionais habilitados. Para tanto se espera que tenha alcançado o equilíbrio emocional e uma harmonização na vida.

A maturidade é uma somatória de experiências indispensáveis na formação do ser que culminará por levá-lo a um estágio maior de Vida. Ela só será completa quando o homem atingir a autossuficiência consciencial que é a Vida Plena. Nesse estágio de evolução o homem já será autossuficiente energeticamente e não fará parte da creação apenas como um simples coadjuvante, mas como um co-creador.

BIBLIOGRAFIA

• Educação da Criança / Renato Moretto, Odila C. Mansur. 1ª ed. – São Paulo: Elevação, 2000.

• Limites sem traumas / Zagury, Tânia – 20ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2001.

• Renovando Atitudes pelo espírito Hammed: psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto. – Catanduva, SP: Boa Nova Editora, 1997.

• Maturidade Psicológica / Angela Maria La Sala Bata -12ª ed. – São Paulo: Editora Pensamento, 1997.

• Glossário IPE.

• Extra & Físico / Jornal do IPE – Instituto de Pesquisas Evolutivas – Campinas, Junho de 2008 – Ano XVI – nº 183.

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