Comportamento: Relacionamento Espiritual a Dois

relacionamentoEstar em um relacionamento a dois é muito gostoso. Compartilhamos momentos de diversão, troca de experiências e intimidade. Um ajuda o outro em seus momentos de dificuldades e participa da vida do outro de forma mais intensa.

É certo também que há momentos de tensão e conflitos; gostos e opiniões que divergem, nos quais um ou outro cede ou se encontra um meio termo que contente a ambos. Esses momentos deveriam ser encarados de forma positiva no processo de amadurecimento da relação e de cada um dos parceiros.

Há situações que não deveriam causar um desgaste além do necessário na relação. Normalmente, são casos nos quais o ego de cada um tenta estabelecer um domínio como forma de se afirmar. Há questões que são tão pouco relevantes para sermos felizes que a objetividade e praticidade deveriam ser os critérios para dirimi-las. A escolha da cor da parede, a disposição dos móveis, o destino de uma viagem, etc.

Há quem busque uma relação a dois para suprir carências, por motivos de convenções sociais ou por conveniências financeiras. Se a razão que nos une ao outro em um relacionamento se mantiver nessas bases e não forem introduzidos valores reais, a relação não trará a satisfação e a harmonia que se busca em um relacionamento espiritual. Nenhum fator material deve ser relevante para se manter uma relação com bases espirituais.

Numa relação devemos buscar, sempre que possível, a harmonia e ter a sabedoria para permanecer nela. Para tanto, é necessário estar dispostos a desapegar de nossas posições e ser flexíveis para mudar como for necessário. Isso não quer dizer que não devemos ter e expressar gostos e opiniões próprias, mas diante da harmonia do casal, podem ser adaptados, adiados ou abdicados.

Não podemos nunca esquecer que nosso parceiro é um espírito e como tal deve ser percebido. Quando tendemos a focar mais nos vícios do que nas virtudes do cônjuge é porque a visão espiritual ficou nublada pela personalidade. O convívio deve ser motivante para que as qualidades positivas se potencializem e se expressem. O reconhecimento das capacidades e realizações, o incentivo a novos progressos, tudo regado a muito carinho e atenção ao outro promovem uma relação motivadora.

Na Índia Antiga, há um termo chamado satsang, que significa a partilha do espírito. Toda vez que estamos presentes em espírito na companhia de alguém ocorre o satsang. Pode ocorrer com um amigo ou com um grupo de pessoas. Pode ocorrer em uma conversa, em uma festa, em um estudo ou simplesmente no silêncio. Em um relacionamento a dois, devemos ter como objetivo esse compartilhar do espírito. Citando Chopra: «o que Deus lhe dá por amor, você pode dar a alguém que ama.»

Porém, para que isso se realize, cada um deve buscar a conexão com o espírito para ser compartilhado. A responsabilidade de um relacionamento espiritual a dois é de cada um dos envolvidos e não pode ser delegada somente a um. Mesmo porque a busca da evolução é uma decisão e um compromisso que cada um deve assumir, assim como a busca da felicidade, independente do outro. A relação a dois faz parte do convívio que facilita essa busca. Quando duas pessoas se encontram em satsang, elas podem trazer a plenitude de suas individualidades, ocorrendo uma comunhão de espíritos.

Nessa comunhão se pode aprender e expressar energias elevadas como a aceitação, a compreensão, a compaixão, o altruísmo e o perdão. Todas elas são metas a ser alcançadas na relação cujo objetivo final chamamos de amor.

Quando o amor se estabelece não são colocadas condições para que ele se realize; de fato, ele é incondicional, pois não são baseados em questões pessoais. Diante de tamanha grandeza, qualquer outro conflito de ordem material deixa de ter importância significativa. Que o companheirismo baseado no amor seja o norte para trilharmos uma relação espiritual a dois.

Autor: Fábio Mikio Kikuti

Fonte: O Caminho para o Amor – D. Chopra

Foto: © PhotoSG – Fotolia.com

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