A Copa do Mundo de Futebol de 2018

“Um evento que ultrapassa todas as fronteiras e uma importante manifestação esportiva. Ocasião de encontro, de diálogo e de fraternidade entre as culturas e religiões diversas, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações”. Assim se manifestou o Papa Francisco sobre a Copa do Mundo de Futebol de 2018, realizada na Rússia. Um dos esportes mais populares do mundo e que possibilita o cultivo e o crescimento de valores como a honestidade e a hospitalidade.

Fundada em Paris em 21 de maio de 1904, a FIFA – Federação Internacional de Futebol é a associação que dirige as associações de futsal, futebol de areia ou futebol de praia e futebol, “esporte bretão”, assim chamado, visto a criação de suas regras, sua organização e prática terem sido feitas na Grã-Bretanha, em 1863 e que perduram até hoje.

Jules Rimet criou e organizou a primeira Copa do Mundo de Futebol em 1928, após a reconstrução da Europa, destruída pela Primeira Guerra Mundial – 1914 a 1918 e que tinha como objetivo unir os povos dos dois hemisférios em torno do esporte. A previsão era que a copa acontecesse a cada quatro anos, o que também não aconteceu em 1942 nem em 1945 por causa da Segunda Guerra Mundial -1936 a 1945.

Foram os ingleses que alastraram internacionalmente esse esporte, principalmente pelos marinheiros a bordo dos navios da marinha britânica. Esporte de elite de jovens de nível social-econômico privilegiado. No entanto, contagiou de tal forma os jovens brasileiros, que se expandiu por várias cidades do Brasil. Tornou-se uma modalidade esportiva popular do mundo e disputada por todos que têm aptidão e capacidade de praticá-lo.

Até o momento, o Brasil é o único país que participou de todas as edições da Copa do Mundo e já foi cinco vezes campeão, mas além de um jogo, a copa é também uma ocasião de diálogo, de compreensão e enriquecimento humano, uma “cultura do encontro” e respeito ao outro.

Até nos meios intelectuais existe a literatura quando o tema é o futebol, assunto debatido na Academia Brasileira de Letras, no seminário “Brasil, Brasis”.

Carlos Drummond de Andrade homenageia Garrincha, com as pernas tortas em uma crônica “Vai brincar, pois para isso nasceste”. Nas crônicas de Nelson Rodrigues encontramos frases como “Quem paga e quem perde as partidas é a alma”, “a arbitragem normal e honesta confere às partidas um tédio profundo, uma mediocridade irremediável”. José Lins do Rego, no livro “Flamengo é puro amor”, (Editora José Olympio) e dentre tantos outros, o poeta Paulo Mendes Campos, no seu “O gol é necessário”, (Editora Civilização Brasileira).

“Isso faz parte da literatura brasileira e agora pode e deve ser lembrado, em pleno período da Copa do mundo, com o país mobilizado para o que esperamos seja a campanha do hexa”.

Autora: Lídia Reganelli

Fontes: http://www.academia.org.br/artigos/literatura-e-futebol

http://paginasefolhas.blogspot.com/search/label/Clarice%20Lispector

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Foto: arquivo IPE

 

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