Segunda, Outubro 23, 2017
   
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Assumir Compromisso

compromisso-eticoCaro leitor, o tema dessa carta nos propõe a fazer questionamentos sobre quais são os nossos compromissos e porque devemos assumí-los.

Assumir, segundo o dicionário Houaiss, significa: “tomar para si”, “apropriar-se”; “vir a ter, alcançar, atingir”. Significa sinal de maturidade, isto é, de já termos alcançado a completa ciência de quem somos e do que temos que fazer na vida e, assim, não esperar que alguém faça por nós o que é de nossa obrigação.

Tomar para si e apropriar-se de um compromisso, independente do que os outros irão ou não assumir, ou do que as pessoas irão dizer ou pensar e seguir adiante com coragem até alcançar o objetivo almejado, é sinal concreto de que, de fato, assumimos a maturidade que alcançamos. E compromisso quer dizer, também segundo o dicionário Houaiss, obrigação, que significa “aquilo que é ou se tornou necessidade moral de alguém”; “aquilo de que se é incumbido; ofício, serviço, tarefa”; “vínculo de direito pelo qual uma pessoa deve fazer ou não fazer alguma coisa de ordem moral em benefício de outrem”.

Aquilo que se torna uma necessidade para nós, é o que é primordial e vital, como o alimento é necessário para viver. Se não a atendemos, a todo momento há algo dentro de nós indicando que estamos com aquela necessidade, como o roncar de nosso estômago. Necessidade moral é também, nesse sentido, uma necessidade vital, porém a indicação que precisamos satisfazê-la, vem da nossa Consciência. O “peso na consciência”, como costumamos dizer, em razão de não ter feito algo, a insatisfação, a angústia e a ansiedade são sinais de que atendemos à necessidade moral.

Satisfazer a necessidade moral é produzir e realizar, é executar uma tarefa ou servir ao próximo pelo vínculo que estabeleceu com o Creador, cada um segundo a sua hierarquia e capacidade, sem se enganar sobre sua capacidade. Isto significa pela conduta ser o condutor da energia que irá trazer bem-estar e felicidade ao próximo. Assumir compromisso, portanto, é tomar para si as obrigações, viabilizando para que elas sejam cumpridas, como se isso fosse uma necessidade imediata que não pode ser adiada, como de fato assim é, sem que alguém tenha que nos dizer o que já sabemos por maturidade, o que temos que fazer.

Assim, na vida temos que assumir o compromisso de atender às necessidades mais básicas: físicas, emocionais e mentais, sem que sobrecarreguemos o outro com algo que somos capazes de atender. Temos que assumir o compromisso pelo nosso próprio desenvolvimento. Há certos compromissos que o outro não pode fazer por nós, como o de estudar e nos formar, por exemplo.

Temos que assumir o compromisso pela família, que vai do círculo mais próximo de pais, irmãos, filhos e cônjuges até a família Humanidade, sem esquecermos dos reinos mineral, vegetal e animal. Temos que assumir o compromisso de consertar tudo aquilo que desarmonizamos em nós mesmos e ao nosso redor.

Se cada um de nós não assumir os compromissos que dizem respeito à capacidade de cada um, nunca nos sentiremos satisfeitos e realizados, e nunca o mundo terá Paz, pois cada um só estará centrado em si mesmo, esperando que alguém venha fazer o que temos que estabelecer ou dizer o que temos que fazer, sendo que já sabemos o que é necessário para ter um mundo melhor. Para assumir compromissos temos que estabelecer uma ordem abrangendo tudo que envolve a vida, identificando todas as necessidades e para cada uma, encontrar soluções práticas que possam já ser aplicadas, sem que dependamos ou esperemos o outro dar o primeiro passo.

O compromisso que assumimos só depende de nós cumprirmos. Reportarmos ao outro a nossa incapacidade de realizar significa autoengano e desculpa para não expressar nossa maturidade pelo comodismo. Caminhar todos os dias avançando no cumprimento do que assumimos significa evolução, é sinal de que a determinação está acima das conveniências e de que os compromissos assumidos estão mais próximos de ser realizados.

Um abraço, querido leitor,

Fábio Mikio Kikuti

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