Segunda, Outubro 23, 2017
   
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Discípulos e Mestre

lilasCaro leitor, nem todas as pessoas são discípulos nenhum Mestre é uma pessoa. Para ser discípulo, deve ser a pessoa aceita por um Mestre em seu objetivo de trabalho, que dentro da Ordem da Fraternidade Branca, corresponde a estar em compromisso com Deus conscientemente em prática. O discípulo de um Mestre tem que já possuir determinadas características, que o reproduzem como Ser divino. São várias as caracterizações que destacam o Ser discípulo do ser comum.

Uma delas é óbvia e claramente em ser produtivamente relacionado com o grupo que se insere como discípulo e na sociedade. Muitos "pretendentes" a discípulos não passam deste obstáculo, que para eles se torna intransponível devido ainda, a sua centripetação energética, em curtas palavras: egoísmo. São pessoas voltadas para si mesmas, que acumulam um monte de energias de vínculos pessoais, que não conseguem transpor por falta de formação e desenvolvimento espiritual.

Não transpondo essa etapa, já os desclassificados de estar e viver no caminho de um Mestre, que é amplo e versátil de energias que devem ser vividas, apreciadas, utilizadas produtivamente na multidimensionalidade de cada Ser. Isto significa, viver sem restrições energéticas, que são barreiras do servir.

Este é o primeiro equívoco do pretendente ao discipulado: quando ele diz que quer ser um discípulo e o Mestre então, lhe diz: "Siga-me", o pretendente ao discipulado já pensa ser um discípulo. Ele não entende que seguir ao Mestre é, de todas as formas, equiparar-se à formação do Mestre. O "pretendente", em sua caracterização centrípeta, volta-se para si, como já sendo um ser superior e não observa o seu tão "querido" Mestre. A distância energética é tão grande, como milhões de anos-luz deste ser para o Ser... Mestre.

Dentro da caracterização desse pretendente, não faz ele outra coisa a não ser centralizar energia para si, isto é, pede constantemente ao seu Mestre, que pelo seu egoísmo lhe pertence, que lhe sirva, organizando-lhe a vida profissional, familiar, amorosa, econômica e inclusive seus vícios, que diz serem impossíveis, para ele resolver. O Mestre passa ser, para o pretendente, seu fiel "anjo da guarda", que o protege e que impede que este sofra danos. A relação dos homens com os anjos é de extrema escravidão; os anjos são serviçais dos homens, que lhes necessitam para livrar-lhes dos apuros em que se metem.

Irresponsável e inconsequentemente, o pretendente a discípulo, relaciona-se com o Mestre através de barganha e de sentimentalismo. Não percebe que ser aceito é trabalho árduo e constante, que leva anos e encarnações. Ser Discípulo não é um título de nobreza que se compra, como na iludida vida do homem.

Existem vários pretendentes a discípulo que parecem disco riscado: repetem, repetem, fixados em seus medíocres problemas, tentando resolvê-los de maneira comum as suas características, sem muito esforço, esperando que façam por eles e ainda mais, que reconheçam o que fazem, quer dizer: o Mestre os reconheça esforçados. Mas esta carta não deveria se referir ao pretendente ao discipulado e sim, ao próprio discípulo. Me referi ao pretendente para que não houvesse confusão com o verdadeiro discípulo.

O discípulo não é somente o oposto do pretendente, é mais em sua formação e na constância de permanecer discípulo. Manter-se na hierarquia conquistada é serviço fundamental para quem tem consciência da evolução. Porém, o discípulo, por ordem natural de vida, não se preocupa em manter-se, pois o seu interesse é unicamente em servir e isto é que o mantém. A aquisição do serviço em sua vida o torna real em sua ação, que o eterniza pela realização que ele transforma tudo, que de forma harmônica, deve formar-se.

Já o Mestre, é o Ser que o discípulo deve seguir; é Nele que o discípulo deve inspirar-se. Se o discípulo for humilde o suficiente para tê-Lo em sua vida e reconhecê-Lo, dentre as ilusões que possa construir em sua mente.

Um abraço amigo leitor,

Elaine Sanches Morais

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