Sábado, Agosto 19, 2017
   
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Paz!

Imagem3Todo início de Ano desejamos Paz a quem estimamos, mas nem sempre refletimos sobre esse assunto. De forma mais imediata, lembramos de Paz quando a contrapomos com as guerras que ocorrem no mundo, sejam aquelas no Oriente Médio ou as que ocorrem dentro de nosso próprio país, evidenciando a violência e estimulando as campanhas contra o desarmamento. Porém, a Paz é possível em outras dimensões e, aliás, antes de pensarmos em níveis como citados acima, temos que refletir se esses não são apenas os efeitos da Paz que conseguimos no interior de nós mesmos.

A Paz é componente constituinte de nossa própria essência enquanto Ser, pois o Reino que vivemos foi feito dessa energia, que vem do Creador. Somos, pois, potencialmente, canais veiculadores da Paz. Passa de potencial para ação, quando temos a mesma frequência de felicidade, amor, bem-estar geral, moral, enfim, da energia que nos creou. Só quem se identificou com a energia do Creador é que pode encontrar a Paz em si mesmo e ser um pacificador para o mundo. Deste modo, saímos da condição de desejarmos a Paz para de fato, a materializarmos. Porém, para compreendermos essa materialização, temos que analisar o que é ilusão e o que é realidade em nossa vida.

Somente o êxito material não é o suficiente para encontrar a Paz, pois esta não se compra, mas se conquista pelo esforço da evolução pela aquisição de virtudes. Quem já compreendeu o sentido da Vida, pode viver com simplicidade, isto é, com o que é estritamente necessário e viver em Paz e ser um pacificador.

Um exemplo de vida foi a de Gandhi, que não necessitava de posses para transmitir sua mensagem de não-violência. Tinha como virtudes em expressão o amor, a gratidão, a alegria e a amizade. Desse modo, por mais posses que tivesse, nenhuma lhe traria Paz e satisfação, pois o seu sentido de Vida era de mostrar para a Humanidade que é possível conseguir o que se quer sem violência, mesmo que esta seja a energia que se empregue contra nós.

Pode-se combater a violência com a não-violência e ainda sair-se vitorioso. Tudo o que é realidade e que produz a Paz, pode se desenvolver do nosso interior para o exterior, sendo os bens materiais tão somente meios facilitadores para os próprios homens visualizarem e poderem acreditar que a Paz é possível. A condição necessária para que a Paz exista é que cada um de nós nos esforcemos para nos aprimorar, para encontrar essa identificação interior, com a fonte da Paz, o Creador, com a nossa própria realidade. Enquanto acreditarmos que somente em projetos assistencialistas ou de protestos, em movimentos externos sem mudanças internas profundas, a Paz será possível, ainda teremos a ilusão de que um dia Ela se materializará.

O que se pode obter, no máximo, são alguns momentos de tranqüilidade, ou bem-estar por estar participando de algo que acreditamos poder mudar, dando uma pequena contribuição. Mas é uma tranquilidade efêmera, que logo será abalada pelos fatos cotidianos e somente nos lembraremos de contribuir novamente no final do próximo ano ou quando algo mais impactante ocorra na sociedade. Por outro lado, mesmo que não haja um movimento externo aparente, mas estejamos empenhados em mudanças significativas em nosso interior, estaremos vivenciando a construção de um mundo melhor, pois dessa transformação interior se exteriorizará a energia de bem-estar altruísta, que se materializará em ações como consequência do que se modificou interiormente.

Ao desejarmos Paz para alguém nesse novo ano, temos que assumir um compromisso conosco mesmos, pois Ela depende de cada um de nós em melhorarmos pessoalmente. A Paz é uma energia que se manifesta de forma ativa e pelo esforço contínuo e não se constrói por palavras pronunciadas nos finais de ano ou escritas em cartões comemorativos.

Um abraço, querido leitor,

Fábio Mikio Kikuti

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