Sábado, Agosto 19, 2017
   
Text Size

Pesquisa

Carta ao Leitor - Por quem os sinos dobram

Com certeza, os sinos dobram por todos nós. O badalo do sino faz com que paremos um momento e nos elevemos à reflexão de tantas coisas. Nesta hora refletimos por coisas que dizem respeito à vida. O toque do sino é que nos chama atenção para a dispersão em que nos encontramos. Ouvimos, sentimos, raciocinamos para entender a nós, ou melhor, a Vida, o que me lembra a morte, que segue a vida e, que sem dúvida, é parte integrante da Vida.

Falar de todos os dias do nosso cotidiano é rico, pois nos leva a refletir como viver, conviver melhor para o nosso próprio bem-estar. Mas eu quero é falar da morte: viver com ela e conviver com ela, sem que disso façamos um drama, ou tenhamos terror desta parte da Vida. Quem morre, nasce no outro plano e é motivo de festa para quem o espera do outro lado. Presenciei vários desencarnes e sei da alegria daqueles que já estão desencarnados esperando o amigo ou parente.

Minha intenção não é consolar aqueles que ficam, e nem tão pouco aqueles que irão. Mas, o mais importante, é compreender porque sofremos com a ida de quem passa para o plano espiritual, quando desencarna. Senti recentemente a dor da saudade, mas que posso aceitar e compreender racionalmente o porquê de tanta dor. Raciocinei e vi a causa que tanto nos incomoda num processo tão natural, que é a continuidade da Vida. Tentarei explicar de maneira que possam observar com clareza o processo da morte de outras pessoas e o que ela veicula em nós.

Sabemos que somos um grupo de encarnados, que em sincronia nos movemos energeticamente, para que a resposta ao Sistema possa ser respondida da melhor maneira que a nossa capacidade absorver. Como grupo, podemos de melhor maneira, responder às energias Crísticas, mesmo que não integralmente, mas de forma que possamos aceitá-las ou até, em nível melhor, responder em afinidade. Num sentido mais amplo de resposta, temos a capacidade de responder com mais propriedade e compreensão, sendo isto a Sabedoria, que já se manifesta em nós e que em dado momento, ou momentos, é acionada, ou então, é contínua num estado de um Ser mais evoluído, que responde ao policarma e não mais ao grupocarma, como parte integrante de um Sistema reservado aos menos evoluídos, com pouco livre-arbítrio.

Não nos cabe aqui versar sobre evolução, mas temos que compreender as ondas energéticas que correspondem à vida de quem está em determinado nível de evolução. Assim a influência ou a receptividade energética é diferenciada de grupo para grupo, de um indivíduo para outro, ou de Ser para outro Ser. É como estivessem ligados por uma corrente elétrica, que movimenta desde o primeiro ao último comando, impulsos consecutivos de energia, registrando o mesmo padrão de voltagem nesta corrente, estabelecendo uma onda de intensidade magnética no percurso da estabilidade da energia, que só terá fim e culminará em energia estável.

Isto significa que cada ser corresponde, em nós, uma intensidade energética, que podemos dizer intensidade de Vida, que quando vivida na mesma corrente, nos habituamos com tal capacitância energética, compensando-nos de todas as maneiras com as energias absorvidas de cada ser que participa da nossa vida, que é sentida mais fortemente daqueles seres que convivem conosco mais estreitamente ligados por laços de parentescos, um grupocarma mais próximo. Na ausência deste ser, sentimo-nos abalados em nosso sistema energético, como se estivéssemos deficientes de energia, com fraqueza ou insegurança, ou qualquer estado negativo, que altere a nossa saúde.

A falta daquela energia que nos compensava, terá que ser substituída por nós para que não sintamos a falta da energia. Substituir energia não significa substituir pessoas, no entanto, significa ter capacidade de nos suprir das energias faltantes no momento da passagem de outro para o plano astral, como um requisito para nós de atestarmos a nossa evolução, tendo a capacidade de viver as energias que eram do outro que se foi e por convívio, nos permitiu aprender e assimilar o melhor que ele tinha e que nos deixou como presente para o nosso processo evolutivo. A pessoa que passou para o plano espiritual, após o seu desencarne, quando em trâmites organizados sem distúrbios cármicos, sente o alívio da experiência completada como encarnado e a sua satisfação em viver será de paz e harmonia. Portanto, na morte de outro ser querido, cabe a nós a responsabilidade da continuidade da vida em melhores valores, proporcionando a nós mesmos, o melhor da aprendizagem do convívio.

Um abraço querido leitor,

Elaine Sanches Morais - Presidente

Novidades

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4