Sexta, Novembro 24, 2017
   
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Conflito de gerações no mercado de trabalho

laptopÉ notória a preocupação das empresas - RH, Diretores, Gerentes e Chefes de Sessões, - com relação aos resultados, no momento em que começa a chegar ao mercado de trabalho uma nova geração de funcionários, chamados de geração “C”, que precisa conviver com os “senhores”, pessoas com mais experiência de vida, pessoal e profissional, mas com conhecimento limitado de informática.

São considerados integrantes da geração “C” os nascidos a partir de 1990, ou seja, após a era da internet e que começaram sua adolescência a partir de 2000. O “C” foi escolhido para batizar o grupo, pois é a letra inicial de importantes características desses jovens. Eles são conectados, comunicativos, computadorizados e estão sempre clicando; têm páginas no Facebook e assistem vídeos no YouTube. Sentem-se livres para expressar suas opiniões e a maioria de suas interações sociais são feitas pela internet, o que dificulta o relacionamento interpessoal. Por esse motivo, podem encontrar dificuldade na convivência com a família e com as equipes de trabalho.

Estes jovens que cresceram e vivem mergulhados na multimídia apresentam estas dificuldades por falta de maturidade, valores éticos e morais, herança do “isolamento” diante da tela dos computadores.

A reclamação ocorre de ambos os lados, pois os empregadores não conseguem entender e, portanto, trabalhar com essa geração que vem sendo acusada de folgada, descomprometida, impaciente, desatenciosa, mal-educada, etc.

Do lado dos nativos digitais a reclamação é que os chefes e patrões não passam de “velhos caretas”, lentos demais, chatos, mandões e que só vivem para trabalhar. Uma fala que não é só dos jovens atuais, pois essa quase competição entre jovens e pessoas mais experientes, sempre existiu.

Entretanto, com os avanços tecnológicos mais um impasse foi estabelecido. O que fazer então? Embora seja difícil, ambos deverão buscar as vias do diálogo. Os mais velhos devem entender que estamos vivendo hoje num mundo globalizado, num mundo digital. Quem for analógico já está condenado a se tornar um ultrapassado. Já os conectados devem entender que foram os mais velhos que construíram esse mundo e o progresso que hoje ele apresenta, portanto, não são tão “caretas”!

Apesar das dificuldades de relacionamento entre os conectados e aqueles que já estão no mercado de trabalho, as empresas estão investindo e acreditando nesta geração, que sem dúvida será a mão de obra qualificada do futuro e que passará a dominar de forma veemente o mercado a partir de 2020.

Como o próprio nome dessa geração aponta, ela é “conectada”, ou seja, prefere trabalhar ligada a outras pessoas. O trabalho individual, parado, rotineiro não faz sentido para ela. Assim, para motivá-la é preciso fazer com que esses jovens trabalhem em times, conectados, trocando experiências e utilizando toda a riqueza da informação digital disponível.

Essa geração quer experimentar, vivenciar, participar, se sentir útil. A experiência vivencial a motiva mais do que teorias abstratas. Os “conectados” sentem falta de orientação, de aceitação dessa orientação ou ainda, agem com rebeldia. No entanto, estão em busca disso tudo, devido ao seu processo evolutivo. Trata-se de uma situação compreensiva e natural, mas um enorme desafio para as empresas e dirigentes.

O que motiva essa geração é participar de todas as etapas do processo e não apenas de partes fragmentadas. São jovens que não obedecem por obedecer; obedecem por compreender.

Tanto os “conectados quanto os “caretas” são seres em evolução buscando meios para desenvolver seus potenciais de aprendizados, cada um com suas limitações quer sejam técnicas ou emocionais, mentais e espirituais.

A verdade é que, sem diálogo esse choque de gerações pode virar uma verdadeira batalha que não levará a sucesso algum. Em vez de críticas e incompreensões temos que buscar um caminho onde a união das duas gerações possa criar um espaço para que todos saiam ganhando.

Bibliografia:

 

Saiba Mais:

Maturidade

Maturidade Afetiva

Maturidade Mental

Maturidade Social

Maturidade Moral

Maturidade Religiosa

Rebeldia

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