Sexta, Novembro 24, 2017
   
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Reconhecimento Profissional

reconhecimentoReconhecimento.
Esta é uma palavra que trazemos conosco desde a infância. Isso porque desde pequenos desenvolvemos a necessidade de ser aceitos em qualquer experiência nova, seja na família, entre os amigos, etc.

Quando crescemos este comportamento tende a se alinhar com o conceito que desenvolvemos sobre nós mesmos, as outras pessoas e o ambiente ao redor.

Entretanto, para cada um de nós, este desenvolvimento ocorre de uma maneira e tempo, podendo ser natural e tranquila ou sem equilíbrio e maturidade.

Isso porque, por vezes, não desenvolvemos na fase adulta um conceito mais bem afirmado sobre nós mesmos. Não nos conhecemos a fundo e por isso a necessidade de aprovação, repetidas vezes, fica desmedida.

No trabalho é semelhante. Quanto melhor estamos conosco, melhor as relações de trabalho que desenvolvemos, pois, do contrário, quanto mais lutamos pela aceitação dos outros, menos naturais e espontâneos somos, ocasionando, por vezes, o afastamento das pessoas.

Também não significa que devemos esquecer o reconhecimento profissional ou aceitação de um grupo em relação ao que somos, porquanto, tudo isso faz parte do ciclo natural da vida. Todo grupo cria laços e tende a aceitar ou não o que lhe é avesso.

Mais importante do que tudo isso, é o equilíbrio que fazemos em nossa vida ao reconhecer primeiro quem somos e, dentro da convivência, aprender com a diversidade de opiniões, de gostos, sempre privilegiando nossa noção de vida e aprendizado, baseado nos reais valores adquiridos, pouco a pouco.

Assim, as escolhas ficam mais simples. Exigem desprendimento e opção pela espontaneidade e verdade em nossa vida.

O ponto crucial é encontrar o equilíbrio entre confiança e credibilidade em relação ao exagero da necessidade de aceitação, à qual podemos reagir de diversas maneiras, ou ficando inibidos, conditos e expondo menos, ou agitados, com muitos movimentos e falas exageradas, eufóricas.

Em ambas situações, faltamos com a verdade do que pensamos e sentimos. Perdemos inclusive o nosso senso de consciência para um pensar correto e organizado, o que influi em nossas emoções e sensações, para agir com este afeto diferente do natural.

Reagir assim poda as oportunidades ao invés de aumentá-las. Pois uma hora um chefe ou colega se cansa quando procuramos chamar demais a atenção, quando elogiamos demais sem necessidade, ou simplesmente concordamos com tudo sem expressar opinião ou vontade própria.

Buscar a evolução profissional é não deixar outra pessoa sentar no banco do motorista da nossa vida, mas sim assumir nossas reais condições e nos propormos a evoluir, aprender, ouvir e falar com mais fluidez e renovação de ideias, arriscar mais.

E que assim sejamos reconhecidos pelo que somos e não pelo que pretendemos parecer ser.

Bibliografia
MARCUM, S., SMITH, S. (2009). O fator ego: Como o ego pode ser seu maior aliado ou seu maior inimigo. 1ª edição. Editora Sextante. Rio de Janeiro.

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