Segunda, Junho 26, 2017
   
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Como lidar com os pedidos de Natal das crianças?

presenteBasta uma “passada rápida” nos corredores dos supermercados ou de uma loja de brinquedos para nos espantarmos com os preços dos brinquedos e as crianças, assoladas por todo o tipo de propaganda, na época do Natal, costumam desejar, muitas vezes presentes caros, que podem comprometer um orçamento familiar. O que fazer?

Alguns defendem o banimento total da figura do Papai Noel para que as crianças trabalhem sempre dentro de uma realidade. Contudo, a fantasia faz parte da construção da personalidade equilibrada, que tem que sonhar, tem que ter esperança e mais, o Papai Noel, tal qual uma personagem de contos de fada, representa a abnegação de um ser, que deixa de passar a noite de Natal com sua família, para fazer, indistintamente, a alegria de todas as crianças, portanto, alguém que pode ilustrar bem, para as crianças, o ideal do Universalismo.

Trabalhar com a figura do Papai Noel, também, ajudará no ensino-aprendizagem da Lei do Carma. Lembremos que o Papai Noel presenteia aquelas crianças que se comportam bem durante todo o ano. Quando recebem um presente na noite de Natal, as crianças veem “materializado” o retorno das coisas boas que proporcionaram aos outros. Uma ilustração simbólica da lei de causa e efeito, que se trabalhada pelos pais sem chantagem, mas como uma forma de ensinar que todos os movimentos causam um efeito, fortalecerá a personalidade e desenvolverá o pensamento lógico matemático.

Mas o que fazer com os pedidos que extrapolam orçamentos?

Bem, pelo menos até os 6 anos de idade, sugere-se que a fantasia da figura do Papai Noel seja mantida, portanto, estabeleça um valor máximo para o presente a ser pedido, lembrando quem pediu que o Papai Noel tem que atender a todas as crianças e que se ele “gastar demais” com um só presente, outras crianças não receberão aquilo que elas também merecem.

Depois dos 6 anos de idade, ou quando a família resolver contar sobre quem, na verdade, compra os presentes, a tarefa torna-se mais fácil. Leve seu filho a uma loja de brinquedos e faça-o comparar preços. Em seguida, leve-o ao supermercado e simule uma compra no valor do presente que ele pediu, para que ele tenha uma noção do que o seu pedido causará de impacto na renda da família. Se forem mais filhos, deixe claro qual o orçamento que a família tem para empregar em presentes e destine uma verba “específica” para cada um.

Podem também ser feitos acordos, tais como, comprar um presente mais caro, mas que valerá pelo aniversário e dia das crianças, por exemplo. É lógico que estas datas não devem passar em branco, mas algo simbólico pode ser dado já que o presente principal já o foi.

É preciso lembrar que satisfazer todos os pedidos de uma criança, sem desenvolver nela a consciência do que significa tal gasto pode implicar no desenvolvimento do mimo e da luxúria. Sabemos que em nossa vida nem tudo o que desejamos pode ser obtido e quando um pedido não pode realmente ser atendido, isto acaba por ser uma forma de preparar e fortalecer o caráter, e levar a criança a passar por pequenas decepções, tais como a de não conseguir tudo o que deseja.

A luxúria acaba sendo estimulada quando permitimos que a criança “faça birra” quando não ganha o que quer. A diversão que um carrinho mais caro proporciona pode ser a mesma do que um modelo similar mais barato, mas cabe ao adulto fazer a comparação, demonstrar as similitudes e levar o pequeno ser a reconhecer o que recebe.

Presentes como saúde, alegria, companheirismo e tranquilidade são itens que todos nós desejamos e estes devem também ser ensinados às crianças. Leve-as a observar o significado da data, a alegria mais presente na época, o fato de estarem saudáveis e de possuir uma família. A vida de ninguém é tão dura que não tenha o que possa ser valorizado. Crianças maiores, a partir dos 7 anos, podem ser levadas a orfanatos, creches para que possam observar a realidade de outras crianças, que podem ter muito menos.

Respondendo à pergunta título deste artigo:
1)    Se há condições reais de comprar o produto pedido, você pode se permitir a satisfazer o desejo.
2)    Se não há condições, demonstre o motivo da falta de condição e sugira algo dentro de suas possibilidades.
3)    Por vezes, deixe de atender aos pedidos feitos para que a criança aprenda a lidar com a realidade da vida, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
4)    Leve as crianças a valorizar também os presentes imateriais que a vida nos dá, estimulando a satisfação e a gratidão.

Leia mais:
•    Luxúria X Simplicidade
•    Natal tempo de Paz
•    Contos de Fada e Formação Moral

Bibliografia

MORAIS, E. S. Estudo. Realizado em ocasião de Reunião do Grupo Escola. IPE – Instituto de Pesquisas Evolutivas. Paulínia, 21 de abril de 1999.
PREGNOLATO, M. A importância dos contos de fadas na formação da personalidade. Retirado de http://www.mariuzapregnolato.com.br/pdf/ artigos/A_importancia_dos_contos_de_fadas_na_formacao_da_personalida.pdf acessado em 08/11/2010

Foto: © Jeffrey Collingwood | Dreamstime.com

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