Segunda, Outubro 23, 2017
   
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Quer que seu filho coma bem...

criancaNos dias de hoje, não é raro encontrarmos adultos que não comem nenhuma fruta, legume ou verdura. Seus pratos se constituem de carne e carboitrados e nada mais. Suco natural, nem pensar...

É lógico que alimentar-se de forma saudável é um hábito que se cria e é desenvolvido a partir da gravidez, mas que sempre pode ser mudado.

Comer de tudo um pouco e experimentar novas texturas e sabores é uma qualidade que revela flexibilidade e aceitação, bem como a capacidade de estar aberto para o novo. Observe uma pessoa que come poucos tipos de alimentos... O que ela é em termos de alimentação, também o será com relação a suas emoções e idéias. Você será capaz de perceber traços de resistência à mudança, intolerância, melindre, pois somos seres integrais e como tal, os nossos hábitos, mesmo físicos, acabam por refletir em nossa viad como um todo.

Portanto, vamos por partes. Se você está grávida, é de de agora que os bons hábitos devem ser criados. Lembre-se, na construção de um corpo forte e com resistência devem entrar todos os grupos de vitaminas e minerais, e portanto, não existe não comer isso ou aquilo em termos de frutas, vegetais e legumes.

Coma de tudo! Agora, se você não ingere carne vermelha ou branca, não se preocupe, já existem nutricionistas especializados em cardápios vegetarianos ou veganos que garantem a ingestão de toda a proteína necessária para a boa formação do feto.

Várias pesquisas também indicaram que o que a mãe come durante a gestação acaba por influenciar as preferências gustativas do filho. Isso mesmo! Através do líquido amniótico o bebê recebe o impacto de todos os sabores que a mãe ingere e isto, segundo os cientista influenciará nas escolhas de alimentos que ele fará depois, pois a mãe o está inclinando a determinado tipo de alimentaçâo. Ingerir o doce, o salgado, o azedo, o amargo e o picante são fundamentais, não só para acostumar à criança a todo o tipo de alimento, bem como para demonstrar que na vida, há também situações doces, picantes, azedas... e assim por diante.

Mas se seu filho já nasceu e a sua alimentação durante a gravidez não foi boa, nada está perdido, lembre-se alimentação é um hábito que se desenvolve, e o primeiro ano de vida é o mais importante de todos. Uma alimentação completa, quer na papinha, quer nas sopas ou primeiras refeições deve conter sempre 4 grupos de alimentos: uma fonte de carboidratos, uma de proteína, um legume e uma verdura. Seguindo esta receita básica, não há como errar e varie bastante a combinação destes 4 elementos, quanto mais variado for, menos enjoado seu bebê será, por isso evite preparar grandes quantidades de alimento e armazenar.

Quanto mais natural for o alimento que seu filho comer melhor, evite preparados e enlatados. Deixe para lançar mão deles como último recurso, pois todos estes contêm conservantes e corantes, que viciam a criança desde pequena.

Sabores novos costumam ser recusados, é a resistência à mudança tão comum em nós, seres humanos.

Não aceite o primeiro não!!! Insista, pois muitas vezes uma careta para um alimento nãosignifica necessariamente que o bebê não gostou, mas simplesmente uma forma de  reagir à novidade. Segundo estudiosos no assunto, um alimento deve ser oferecido à criança pelo menos 12 vezes antes de ser colocado na lista dos que a criança não gosta.

Para criança maiores, o uso do diálogo lógico e racional sobre a importância da ingestão de um alimento deve ser usado. Explicar para que ele serve, o que ele faz ao corpo (tudo real, nada de contar a história do Popeye para fazer a criança comer espinafre), os benefícios, se a recusa ainda continuar, faça um trato, combine um númetro mínimo de colheradas, que podem ser aumentadas à medida que a criança passa a tolerar o alimento.

Não disfarce demais o alimento que ele não come no meio de outros, é importante que a criança perceba o que come, pois com isso terá um importante aprendizado para a vida: apenas uma coisa que não se gosta no meio de outras que gostamos é perfeitamente tolerável e não diminui o prazer das outras. Assim é nossa vida, um problema não pode prevalecer num dia onde outras tantas coisas deram certo!

A consciência do que se come também é prejudica se a televisão, o som ou brinquedos estão à mesa. É preciso aprender a saborear cada momento da vida e para isso, eu primeiro preciso aprender o que é saborear. E por falar em sabor, o excesso de sal ou açúcar mascaram o verdadeiro sabor do alimento, quantidades mínimas destes alimentos devem ser utilizadas.

Parece fácil, mas não é! Principalmente quanto maior for a criança, pois será preciso substituir um hábito por outro, o que sempre enfrenta resistências, mas como podemos ver, aprender alimentar bem o nosso corpo também alimenta bem a nossa alma e ensinara nossos filhos a digerir problemas e a ter um olhar mais otimista sobre a vida.

Leia mais:
•    Temperos e Condimentos
•    Soja: proteína vegetal

Bibliografia

CARPEGIANE, F. e LAZZERI, T. Seu filho vai comer bem a vida toda. Revista Crescer. Nº 208. P. 32-38. São Paulo. Março/2011.

MORAIS, E. S. Mensagem Grupo Escola. Mensagem transmitida pelo Amparadora Carmem. IPE – Instituto de Pesquisas Evolutivas. Paulínia, 1999.

Foto: © © Ruslan Vasilyev | Dreamstime.com

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