Segunda, Junho 26, 2017
   
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Pesquisa

O processo educacional começa na gravidez

gravidezPesquisadores americanos descobriram que o amor que um adulto é capaz de expressar com relação ao seu parceiro guarda relação direta com a forma e com o ambiente afetivo no qual foi criado, mesmo antes de ser capaz de ter uma memória consciente e que, portanto, o papel do relacionamento com a mãe durante a gravidez é fundamental.

Os resultados destas pesquisas afirmam que os relacionamentos românticos e afetivos são quase sempre definidos pela forma com a qual a mãe se relacionou com seu filho desde o momento em que soube que estava grávida. Crianças que receberam sinais seguros enviados sobre o quanto eram queridas e importantes demonstraram, enquanto adultas, ser mais capazes de, em uma discussão de relação com o parceiro, por exemplo, sair do foco negativo da questão e fazer aflorar o ponto positivo do ocorrido. Além do que, lidam com os problemas amorosos com mais bom humor e controlam melhor suas emoções negativas.

É lógico que nada é definitivo e que um adulto é capaz de superar deficiências vividas na infância através de observação inteligente, extraindo lições do que consegue perceber de relacionamentos alheios, bem como, é capaz de superar deficiências quando encontra um parceiro que é seguro em relação a sua afetividade. Mas para isso, é necessário um trabalho consciente árduo, que nem todos querem ou têm estrutura psicoafetiva para realizar.

Vários estudos demonstram que as crianças são capazes de ouvir a voz dos pais dentro do útero materno; são capazes de ter sensações quando são expostas ao mais variados tipos de música; reagem fisicamente quando se percebem em situações de risco; quando sua mãe faz uma prece ou quando o pai conversa com elas.

Estas mesmas reações se dão também na formação do veículo emocional, o psicossoma. O período gravidez é chamado assim, espiritualmente, porque o futuro reencarnante gravitaciona na aura dos pais, estando os dois “grávidos” e será desta aura que virá boa parte da carga energética que formará o seu psicossoma, que é o molde extrafísico para seu corpo físico.

O veículo psicossomático do bebê recebe todas as impressões dos seus futuros pais, registrando claramente as emoções e sensações vividas por eles, principalmente no que se referem a ele. Isto acontece mesmo que o futuro reencarnante não tenha lucidez total durante os nove meses de gestação. Como as sensações e emoções se caracterizam por ondas energéticas impregnadas dos mais diversos tipos de cargas e cores, o psicossoma do bebê recebe o impacto destes estímulos, moldando-se segundo a natureza dos mesmos.

Desta forma, muito podem fazer os pais pelos futuros relacionamentos do bebê. No que se refere ao papel da mãe, não basta bem se alimentar, evitar vícios como o álcool e o fumo e exercitar-se, bem como ter todos os cuidados relativos ao pré-natal físico. A criança em sue ventre está aprendendo com suas experiências dos pais e pode observar situações que podem ser controversas, passando por um pré-natal extrafísico também, que lhe está formando seu futuro caráter.

Por estar inseparavelmente na presença da mãe, o futuro encarnante têm nela a sua maior influência e espelho. Portanto, não basta que a mãe converse com ele e lhe diga o quanto é querido e esperado. Como ele está as 24 horas com ela, pode presenciar situações em que a mãe se queixa abertamente dos enjôos, do peso, das dores e dificuldades de locomoção e isso pode gerar conflitos. Isso quer dizer todo o cuidado com o que se diz e PENSA é muito importante. A responsabilidade pelo educar começa desde a união do óvulo com o espermatozóide.

Sabe-se também que o caráter do bebê pode ser moldado a partir de sua concepção. Isso quer dizer que os pais podem e devem verbalizar e mentalizar como querem que seu filho seja em termos de caráter, descrevendo as virtudes que espera que ele possua. Esta descrição ajuda a criança a formar uma base de conduta a partir do momento que irá encarnar. Quando presenciar exemplos de um bom comportamento, quer seja na vida real, na leitura ou em um filme,  os pais podem verbalizar ou entrar em contado mental com o bebê, valorizando o comportamento observado e explicando-lhe porque agir de tal forma trará benefícios a todos. O mesmo vale para o que for presenciado no que se refere a comportamentos totalmente contrários ao que os pais lhe ensinam como ideal:  mau humor, impaciência, miserabilidade, preguiça, desonestidade...

Importantíssimo para os pais e principalmente para a futura mãe, fazer o fechamento diário de seu dia e, ao encontrar falhas comportamentais em sua  autoformação, assumi-las frente ao bebê e mentalmente, explicá-las, como erros que acontecem e, principalmente, deixar bem claro que não são bons exemplos a ser seguidos.

O futuro reencarnante, além de ser esclarecido sobre a forma de conduta, também se sentirá mais seguro com relação à jornada que irá empreender, pois ao ver seus pais assumirem um erro comportamental e, principalmente, trabalhar para corrigi-lo, se sentirá mais seguro sabendo que poderá errar e que isso apenas demonstrará a ele, ao final do dia, quais são os pontos fracos de seu caráter nos quais terá que trabalhar para cumprir o objetivo de sua reencarnação: autoformar-se.

Portanto, a responsabilidade de educar começa no útero e eis algumas dicas simples:

1-    Se você quer que seu filho coma de tudo e que se alimente corretamente e beba bastante água, faça-o durante a gravidez.
2-    Todos os alimentos ingeridos devem ser o mais naturais e orgânicos possível, do contrário, o bebê já nascerá dependende de corantes, conservantes e toda a química com a qual foi alimentado o tempo todo.
3-    O prazer de exercitar-se será aprendido através da carga de endorfina recebida pela placenta quando a própria mãe se exercita, portanto, movimente-se.
4-    Ser uma pessoa de caráter e bondosa dependerá da base de exemplos presenciados durante a gravidez, que impactam diretamente na formação do conjunto de veículos de manifestação da consciência, portanto trabalhar fortemente na autoformação durante a gravidez é fundamental.
5-    Aprende-se a expressar o amor pelo que se recebe, faça-o constantemente, quer por seu filho, quer por outras pessoas. Forme um ser que fará outras pessoas felizes.

Leia mais:
•    Seu filho terá uma vida afetiva satisfatória?

Bibliografia

ARAIA, Eduardo. Casais duradouros. Revista Planeta. Vol. 474 p. 42-3. Três Editorial. São Paulo-SP, março, 2012.
MAIA, João Nunes. Francisco de Assis. 11ª Ed. Espírita Cristã fonte viva. Belo Horizonte-MG, 1996. 409p.
MORAIS, E. S. Estudo. Realizado em ocasião de Reunião do Grupo Escola. IPE – Instituto de Pesquisas Evolutivas. Paulínia, 21 de abril de 1999.

MORAIS, E. S. Estudo. Realizado em ocasião de Reunião do Grupo Acupuntura – Instituto de Pesquisas Evolutivas. Paulínia, 2009/2010.

Foto: © Melinda Nagy | Dreamstime.com

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