Segunda, Maio 29, 2017
   
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Felicidade se ensina

felizNão existe ser humano, no mundo, que não deseje ser feliz. Não existem pais que não desejem isto a seus filhos.

Este tema sempre foi alvo de estudo da psicologia, da filosofia, da religião e ultimamente, tem se tornado alvo de estudo da neurologia, que acaba de concluir que felicidade se ensina, mas é preciso saber obtê-la para poder ensinar, portanto pais felizes têm a maior probabilidade de criar filhos felizes. 

Estudos em importantes universidades europeias chegaram à conclusão de que parte da aptidão para ser feliz está escrita nos genes, quase 50%. Se unirmos a esta conclusão os conhecimentos que temos sobre espiritualidade, veremos que esta conclusão faz todo sentido.

A nossa Origem remonta de uma essência perfeita, que sabe trabalhar com a energia para realizar aquilo que quer, portanto, em nosso DNA físico, que se origina de nossa manifestação espiritual, está esta energia. É o que nos move diante das necessidades e nos faz lutar para resolver o que nos incomoda. Portanto, não existe ser no mundo que não tenha contido em si, este desejo de felicidade.

Contudo, os outros 50% da felicidade dependem 40% do comportamento da pessoa frente à vida e 10%, do ambiente em que ela está inserida e nestes 50% os pais podem intervir de forma eficiente para criar filhos felizes.

A primeira coisa que os cientistas descobriram é que a manutenção de pensamentos positivos frente à vida é fundamental para que se consiga ser feliz. Isto quer dizer que aquele que é capaz de concluir positivamente suas experiências, diariamente, tem muito mais chances de atingir a felicidade do que aquele que não faz este balanço diário ou que o faz e se deixa levar pela negatividade do processo, ou seja, aquele que deixa a culpa e o erro serem a marca do dia, sem perceber o aprendizado contido nele.

Isso quer dizer que cabe aos pais, diariamente, dedicar uma meia hora com seus filhos para conversar sobre o dia deles e ajudá-los a concluir por uma positividade. Fazê-los ver o que de bom vivenciaram naquele dia, em todos os campos da vida: em casa, na escola, com os amigos, com a família mais distante, o que aprenderam o que gostariam que se repetisse e como fazer para que isso se repita. Logicamente que ao fazê-los refletir sobre o dia, coisas não tão boas aparecerão neste relato e é ai que se tem que ter a habilidade de fazê-los tornar este momento de desfavor, a seu favor: “o que podemos aprender com esta situação?”; “O que pode ser feito para que ela não mais se repita?”.

Portanto, o que os cientistas descobriram é que ser feliz é o resultado de uma sequência de ações, é uma habilidade que se desenvolver tal qual a de saber tocar um instrumento, o que é preciso é saber tocar a nossa vida de forma que ela nos dê satisfação.

O segundo passo, para ser feliz, é cultivar a gratidão, ou seja, é fazer a criança ver que toda a situação de sua vida tem um motivo e uma razão de ser vivenciada e ainda bem que ela ocorre, pois é com ela que podemos aprender como ser a cada dia, mais satisfeitos. A análise diária de tudo o que temos e recebemos também nos faz perceber o quanto recebemos e com crianças mais velhas, a partir dos sete anos de idade, pode-se fazer comparativos com outras crianças de mesma idade, levando-as a orfanatos, analisando noticiários e mostrando o que elas já possuem e que, muitas vezes, falta a tantos com a mesma idade e que têm os mesmos direitos que elas. 

Ensinar a gratidão também é uma das funções da prece diária, que quando realizada como se deve, parte de todo este levantamento diário do que se tem dos motivos a agradecer, para depois se ter a clareza de pedir o que se precisa e aquilo que se deseja. Portanto, um dos passos para ser feliz também está em saber orar.

Os cientistas, ao estudar o cérebro, também chegaram à conclusão de que é preciso ter algum tipo de fé ou elevação moral para ser capaz de sentir um bem-estar frente a adversidades da vida, tendo a confiança de que isto vai mudar e do que é nossa responsabilidade realizar para que isto mude.

Talvez, enquanto pais, lendo este artigo, cheguemos à conclusão de que nós ainda não sabemos ser felizes, como vamos ensinar? Dispondo-nos a fazer com nossos filhos este exercício diário de criação de um dia seguinte melhor, no qual nos predispomos a repetir o que vem dando certo e nos traz felicidade e não prejudica ninguém e, igualmente, nos dispomos a parar de sofrer com nossos erros e aprender com eles, para modificar aquilo que ainda não nos traz felicidade.

Bibliografia

COHEN, M. ”A receita da felicidade”. Revista Planeta. Dez12/jan13, edição 283 P50-5 

MORAIS, E. S. ”Propensão ao Bem” – in: www.ipe-instituto.org.br

Foto: © Do Ra – Fotolia.com

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