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Aprendizagem da espiritualidade

aprendizgemA espiritualidade se desenvolve através da prática das virtudes. Esta é a única forma de ensinar uma criança sobre o assunto, portanto, ensinar a espiritualidade a uma criança e, de fato, garantir esta prática no cotidiano é muito mais do que introduzir a criança a uma prática litúrgica ou falar sobre a existência além da matéria.

Aliás, falar sobre a existência de alma, veículos de manifestação da consciência, espírito e efeitos mediúnicos é totalmente desaconselhável antes dos 14 anos de idade. A criança deve aprender a prática da espiritualidade no mundo físico, a sua expressão básica, antes de adentrar a outros conceitos abstratos. Além do que, a tendência ao mundo de fantasia e faz-de-conta, aliada a estas informações, pode levar a criança a construir um mundo seu, a parte do material, o que prejudicará a sua encarnação e o sucesso de seu programa existencial, estimulando, inclusive, a esquizofrenia.

A primeira lição e a mais importante é a de conhecer e se maravilhar com o próprio corpo físico. Desde o nascimento, a mãe deve massagear o corpo todo do bebê, falando, para que ele ouça, da beleza e a perfeição de cada parte deste corpo. Quando for tocar o rosto da criança, levar a mão da criança a fazer este toque em conjunto, para que ela seja capaz de reconhecer o corpo físico como um instrumento adequado ao seu planejamento evolutivo. Isto ajuda, inclusive, a um melhor ajuste do recém-encarnado à realidade material. Este tipo de massagem pode acontecer até os 10 anos de idade, o que ajuda a uma correta consciência corporal e uma adequação ao mundo material.

A prática da espiritualidade também é ensinada quando inserimos na vida da criança seres vivos de outros reinos. A partir de um ano e meio de idade, a criança deve ter em seu convívio plantas e animais e participar ativamente dos cuidados e momentos de carinho e afeto trocados com estes seres. Desta forma, a criança não só aprende a conviver com outros seres diferentes de si mesma, mas também a respeitar e reverenciar a sua presença, como seres importantes para uma vida satisfatória.

Outra forma de desenvolver a aceitação e o respeito ao outro, ao que é diferente – características básicas de um ser espiritualizado – é através da alimentação. Deve-se oferecer para a criança o maior número possível de alimentos, principalmente frutas, verduras e legumes. Se a criança alegar que não gosta de um ou outro alimento, a mãe deve informá-la do valor e da importância deste alimento e pedir que ela coma, pelo menos, um pequeno pedaço, pois este é necessário para a manutenção da saúde. Com esta prática, ela irá aprender que tudo e todos têm o seu valor e importância.

A partir dos 3 anos de idade, deve ser introduzida na vida da criança, uma responsabilidade de conservação da casa, como por exemplo, arrumar as almofadas do sofá. Todos os dias ela deve ser cobrada desta responsabilidade. Conforme for aumentando a idade, aumentar uma responsabilidade por ano, que deve ser condizente à capacidade da criança. Isto faz com que a criança aprenda que, para a harmonia e equilíbrio dos ambientes onde ela esteja, ela deve colaborar com a sua parte, que no início é física, mas depois completa-se com os aspectos emocional e mental.

A partir dos 3 anos de idade, também deve ser ensinada, ao final de seu dia, quando for dormir, a lembrar tudo o que de bom lhe aconteceu, agradecendo por ter vivenciado estas oportunidades e pedindo por novas oportunidades tão boas e por ser uma pessoa cada vez melhor. Conversar, desta forma, com o Creador, fugindo de orações prontas que para a criança não têm significado, desenvolve um ser capaz de reconhecer as oportunidades e alegrias que a vida dá e que, por este reconhecimento, passa a ser grata, dando o melhor de si na convivência.

Se a criança for criada dentro destes princípios, exemplificados por seus pais, certamente ela terá uma base sólida para o desenvolvimento da religiosidade, pois já se manifesta como ser espiritual.

Bibliografia

EPSTEIN, R. Equilíbrio Essencial: 10 maneiras de estreitar laços de afeto e prepara filhos para a vida. Revista Mente e Cérebro. Nº 215. P. 27-33 São Paulo. Dezembro/2010.
MORAIS, E. S. Mensagem Grupo Escola. Mensagem transmitida pelo Amparadora Carmem. IPE – Instituto de Pesquisas Evolutivas. Paulínia, 1999.

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