Terça, Setembro 26, 2017
   
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Pesquisa

Astrologia e Astrolatria

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A astrologia é tida atualmente, por muitos, como superstição, ou sinônimo de horóscopo, que se lê nos jornais e pelo qual muitas pessoas se guiam. Mas há muito a se aprofundar acerca deste tema.

Trata-se de um conhecimento oculto, que somente aos iniciados era revelado, ou melhor, parece que até hoje esta regra predomina. O que se entende por astrologia nos dias de hoje, não pode ser considerada como tal. Já na Antigüidade, havia a separação entre o que era compreendido pelos profanos e pelos Iniciados. A astrolatria era o que os profanos admitiam como astrologia, ou seja, a adoração dos corpos celestes e o resultado de compreender, pela metade, as verdades da astrologia.

A astrologia tem registros muito antigos na Índia e no Egito, onde os sábios destes países sabiam identificar a relação oculta das estrelas e dos corpos celestes sobre nossa Terra. É definida, em nosso ocidental dicionário Aurélio, como o “estudo ou conhecimento da influência dos astros, especialmente de signos, no destino e no comportamento dos homens”, mas ainda é muito mais que isso. É considerada como uma ciência sagrada da Antigüidade, tendo, entre os caldeus, os registros mais antigos.

Os caldeus constituíam uma tribo de uma região antiga da Ásia e eram considerados os magos da Babilônia, astrólogos e adivinhos. Pela astrologia se reconhece a relação do homem com as energias cósmicas, as quais são assimiladas conforme a expansão da consciência do indivíduo. Trigueirinho considera que a astrologia revela o que se deve manifestar em cada ciclo e ajuda o homem a reconhecer quais são as suas tarefas dentro do plano evolutivo .

Por intermédio de Alice Bailey, Tibetano explica em seu livro Educação na Nova Era, que a astrologia esotérica deve ser utilizada para o treinamento da criança desde o seu primeiro alento. Deve ser mantido um registro deste momento, com o esboço do caráter a ser observado e comparado, juntamente com o mapa do raio e sua relação com o horóscopo. Ensina o autor, que a “moderna astrologia será gradualmente substituída pelo reconhecimento dos relacionamentos, dos objetivos da vida, das predisposições básicas do caráter e do propósito da alma”.

Ouspensky nos expõe uma lição de seu Mestre Gurdjieff acerca do tema, o qual explica que a astrologia diz respeito a uma parte do homem, seu tipo, sua essência; não diz respeito a sua personalidade, suas qualidades adquiridas. Conta, que cada um do grupo de discípulos agiu de forma diferente ao ver que o Mestre deixou cair sua bengala. Um deles se abaixou e pegou a bengala e a devolveu ao Mestre. Ele explicou que aquela situação demonstrava a astrologia, porque todos tinham visto a bengala cair, mas cada um agiu de acordo com o seu tipo. Na mesma situação um homem vê e faz uma coisa,o outro faz outra coisa e cada um age segundo suas próprias características pessoais.

Jung também nos ensina sobre a astrologia e a influência do zodíaco na formação dos arquétipos, explicando sobre o simbolismo do dragão e a colocação dos signos sobre sua espinha dorsal. Na cabeça do dragão de um mapa astral está localizado o registro cármico da pessoa e o objetivo essencial da encarnação para o completismo existencial .

Os astros nos influenciam hoje e nos influenciaram quando de nossa Origem pelo raio que estamos vinculados. A relação com este raio determina também a forma como agimos diante das diferentes situações.

Conforme nos sintonizamos com o raio de nossa Origem, estaremos vibrando em melhores condições de assimilar e agir de acordo com o objetivo de nossa vida, o que importa numa transformação do dragão ou de sua cabeça. Afinando nossas ações com o raio de nossa Origem, vamos deixar de agir pelo inconsciente coletivo, agindo conscientemente, de acordo com os propósitos de nossa alma. Esta ação e afinidade são características de um homem que conseguiu expandir sua consciência, sendo acolhido pela Hierarquia, o que explica porquê a astrologia é oculta.

Enquanto não identificamos a parte oculta da astrologia, podemos procurar melhorar nossa vibração para assimilar melhor a energia de nosso raio, para que haja uma transformação positiva.

BIBLIOGRAFA - 1 BLAVATSKY. Helena P. Síntese da Doutrina Secreta. SP: Pensamento – Cultrix, 2002, pág. 372. 2 BLAVATSKY. Helena P. Glossário Teosófico. SP: Ground, 1995, 3a ed., pág. 99. 3 TRIGUEIRINHO. Glossário Esotérico. SP: Pensamento, 1995, 2a ed., pág. 32. 4 BAILEY. Alice A. Educação na Nova Era. RJ: Avatar, 1989, 7a ed., pág. 76. 5 OUSPENSKY, P. D. Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido. SP: Pensamento, 2002, 9a ed., pág. 413. 6 JUNG. C.G. A Natureza da Psique. RJ: Vozes, 1971, pág. 135.

Saiba mais:

Completismo Existencial

O completista existencial refere-se àquele que cumpriu com êxito o programa existencial que lhe foi designado antes do seu reencarne, proporcionando-lhe, desta forma, os méritos da sua ascensão evolutiva.
Por vezes, o completista existencial tem a opção da moratória, período extra de estada no plano terrestre, para que possa desenvolver outros trabalhos possíveis a seu grau de consciência até então alcançado.

Plano Evolutivo

Um “plano evolutivo” ou “programa existencial” são as denominações referentes ao roteiro de vida de um ser, programado antes do seu reencarne, durante o seu curso intermissivo com a colaboração de amparadores, que são seres de uma evolução superior à evolução humana, colaboradores responsáveis pela evolução da mesma.
Da mesma forma podemos considerar um “plano evolutivo” como o roteiro de evolução “creado” para um Universo dentro do Cosmo, ou seja, o plano de evolução com suas metas a serem alcançadas por toda a Humanidade, dentro de um período que podemos chamar de ciclos evolutivos, delineados com principio, desenvolvimento e fechamento.

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