Quinta, Abril 27, 2017
   
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Pesquisa

Saúde: Microcefalia

zikadoisTem-se ouvido falar muito de microcefalia, pois surgiram diversos casos no Brasil e agora há o medo da doença se espalhar...

Vamos primeiro entender o que é a microcefalia ou nanocefalia: é uma condição neurológica, em que a cabeça e o cérebro são menores que o normal para a idade da criança ou do feto, o que acaba por influenciar seu desenvolvimento. Isto ocorre porque, no nascimento, os ossos da cabeça estão separados, porém na microcefalia, os ossos se unem muito cedo, impedindo o crescimento normal do cérebro. Por exemplo, uma criança de um ano e três meses com a cabeça menor que 42 cm.

Algumas consequências possíveis para a microcefalia: atraso mental, déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo, rigidez muscular, complicações cardiorrespiratórias. Isso ocorre porque o cérebro não tem espaço para atingir seu desenvolvimento máximo, ficando com suas funções comprometidas, afetando todo o corpo.

Causas: Consumo de cigarro, álcool ou drogas como a cocaína e heroína durante a gravidez; doenças genéticas ou infecciosas; exposição a substâncias tóxicas ou desnutrição; doenças metabólicas na mãe como fenilcetonúria, diabetes mal controlada, hipotireoidismo materno; encefalite e meningite; envenenamento por mercúrio ou cobre; exposição à radiação durante a gestação; hipotiroidismo infantil; HIV materno; infecções como a rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose; insuficiência renal crônica; má-formação do metabolismo; Síndrome de Down; Síndrome de Edwards; Síndrome de Rett; Síndrome de West; uso de medicamentos contra epilepsia, hepatite ou câncer, nos 3 primeiros meses de gestação.

Há suspeitas de que a dengue, o Zika vírus ou a febre Chikungunya durante a gestação também estejam ligadas à microcefalia. As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, por isso a importância de combatermos os focos do mosquito por todo o país.

zikaDiagnóstico: pode ser feito durante a gestação no pré-natal ou confirmado no pós-parto. A tomografia computadorizada ou ressonância magnética ajudam a medir a gravidade da microcefalia e suas possíveis consequências para o desenvolvimento do bebê.

A gravidade da doença dependerá de quando os ossos da cabeça se unirem, se for ainda no período gestacional será mais grave.

Não tem cura e nem um tratamento específico, porém algumas medidas podem reduzir os sintomas. O tratamento também pode ser cirúrgico, para evitar a compressão cerebral e, se vier junto com a hidrocefalia, coloca-se um dreno para controlar o líquido dentro do cérebro. O tratamento fisioterápico também é bem indicado. Quanto maior o número de sessões semanais, melhor a vida da criança, seu desenvolvimento e a prevenção de complicações. O uso de medicamentos dependerá dos sintomas presentes. Outros profissionais também podem ajudar no tratamento, como psicólogo, dentista, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.

No Brasil, em dezembro de 2015, o Ministério da Saúde informou que passará a considerar microcefalia nos casos de recém-nascidos com perímetro da cabeça menor ou igual a 32 cm. Antes o valor base era 33 cm. O novo valor é o seguido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Suspeita-se que o vírus Zika tenha entrado no Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. Já no primeiro semestre de 2015, havia casos confirmados da doença em todas as regiões do país. O maior risco de microcefalia pelo Zika são nos primeiros 4 meses de gestação, onde o vírus pode causar lesões cerebrais e interferir nas fases de desenvolvimento do encéfalo.

Isso aumenta a importância do pré-natal, do combate ao mosquito da dengue e todas as boas atitudes que uma mãe gestante deve ter, como não fumar, não ingerir bebidas alcóolicas, não consumir drogas e cuidar ao máximo de sua saúde.

“Respeito aos que estão em processo de transição é formá-los com a atenção voltada ao Creador para que a pureza permaneça como o seu símbolo na criança que possui.” – AZ

Autora: Andreia J. Sanches Morgado
Fontes: Mensagem Gestação - E.S.Morais
www.tuasaude.com
pt.wikipedia.org
Foto: Sherry Young - fotolia.com