Segunda, Novembro 20, 2017
   
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A Vida de um Discípulo

cpa_vida_discipuloMesmo com uma vida boa, carinho, atenção e orientação da família e amigos, Ana Paula seguiu por caminhos tortuosos, envolvida por seus pensamentos e comportamentos inadequados, característica daqueles que não aceitam a vida como ela é. Ana Paula vivia numa angústia e insatisfação injustificáveis, que a afastavam de seu caminho como discípulo. Como poderia retomar a sua evolução, com todos os problemas que acreditava ter? Como poderia ser feliz, com os acontecimentos que preencheram a sua existência? Em uma linguagem simples, "A vida de um discípulo" mostra o cotidiano de um discípulo, que vive os mesmos problemas de uma pessoa comum e que tem que decidir, como qualquer outro, se quer evoluir ou não. Será que Ana Paula conseguirá?

Preço: R$ 17,00

Leia a seguir o Prólogo do mais novo romance publicado pelo IPE:

Em 1966, tendo como cenário uma grande cidade brasileira, uma família comum passava por momentos difíceis com o acidente de Luiza, mãe de três filhas pequenas, que havia sido atingida por um caminhão desgovernado, enquanto fazia a feira da semana.

Luiza estava com a filha mais velha, Elisabeth, quando, de repente, o caminhão a arremessou por cima da bancada de uma barraca. Luiza só pensou em salvar sua filha e empurrou-a para longe. Quando voltou a si, percebeu que Elisabeth estava desacordada, tentou levantar-se, para socorrê-la, quando sentiu uma dor enorme e viu que uma de suas pernas estava com fratura exposta. Para seu alívio, Elisabeth havia apenas desmaiado e estava bem.

Deste dia em diante, a vida de Luiza resumiu-se a períodos em casa e períodos de internação, passando por várias cirurgias. Suas filhas foram, praticamente, criadas pelo pai e suas tias.

Em uma dessas internações, um médico amigo da família comentou com Luiza, sobre uma gestante, com aproximadamente, quatro meses de gravidez, que lhe havia confidenciado que queria dar a criança para adoção.

- Luiza, você conhece alguém que gostaria de adotar um bebê?
Luiza sentiu, na hora, que o bebê era seu filho. Não teve dúvidas, nem questionou:

- Doutor, diga a essa mãe que o senhor já conseguiu os pais adotivos. Eu ficarei com o bebê.

- Mas como você vai cuidar de um recém-nascido nas suas condições? Você está sempre internada. Se já é difícil cuidar de suas três filhas, imagine mais um bebê!

- Eu quero. Já está decidido.

Luiza tinha receio dos pais verdadeiros se arrependerem e procurarem o bebê. Por isso, pediu ao médico para dizer à mãe que a criança seria adotada por um casal estrangeiro.

No verão de 1967, nasce uma linda menina, saudável, morena, com cabelos e olhos negros. O médico, rapidamente, avisou Luiza, que juntamente com o marido Otávio, esperava ansiosa.

Três dias depois do nascimento, Luiza foi ao hospital para receber sua filha. Ela e o médico adentraram ao quarto da mãe biológica, que chorava com a filhinha no colo. Ao ver o médico, entendeu que chegara a hora de se despedir. Entregou o bebê a ele, desejando toda felicidade para a filhinha que acreditava não ter condições de cuidar.

Luiza, ao ver o bebê, chamou-a de Ana Paula e levou-a para sua casa.