Segunda, Abril 24, 2017
   
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O Poder do Amor

cpapoderUm romance ocultista que relata e traz emoções, sentimentos, e não apenas a idéia concebida de um caso de amor. A história remonta em algumas passagens do século X, aos Templários (cavaleiros que tinham como missão guardar a Verdade Crística), quando alguns deles por ganância cometem atrocidades, desviando-se do caminho de suas missões e unindo-se a uma força contrária à evolução. Autora: Elaine Sanches Morais.

Preço: R$22,00

Leia abaixo o prólogo deste inesquecível romance:

Não via a hora em que a noite chegasse, para que pudesse repousar sua cabeça no apoio de madeira que era improvisado como travesseiro.

João Carlos, já há dezoito meses distante de casa, sentia a angústia da distância entre ele e seu lugar de origem.

Muitas vezes, sonhava com o seu retorno à casa: via as crianças, que eram seus irmãos Tadeu e Dionísio, brincando com a riqueza de suas imaginações.

Tadeu tinha, atualmente, dez anos e Dionísio tinha onze.

Porém, de quem mais sentia falta, na sua família, era de sua mãe, mulher forte que assumiu toda a família desde que o pai foi morto em combate em 1916, em Verdun, na França.

A vida, a cada dia, se tornava mais difícil. Contudo, sua mãe não desanimava e trazia a família com força, dando-lhes entusiasmo para continuar vivendo.

João Carlos, o mais velho da família de quatro pessoas, tinha vinte anos já completos. Embora em outra época ainda fosse um rapaz, naquela época de guerra mundial era, forçosamente pela situação, um homem.

Seu rosto, quando observado em sua tranquilidade, ainda mostrava rasgos de juventude.

Porém, na observação menos profunda e cuidada, era um homem de um metro e oitenta centímetros de altura, de olhos verdes e cabelos ruivos, grossos e abundantes.

Era um gigante de tórax e pernas muito fortes, devido ao trabalho duro que aqueles tempos lhe obrigavam.

Deitado em uma lona, estendida feito cama para seu repouso, revivia, mentalmente, todos os momentos de alegria que passou junto a sua família e que esperava continuar passando, mesmo que os alemães investissem cada vez mais com suas artilharias pesadas.

Não desistia da felicidade que pretendia continuar vivendo com sua família e, principalmente com Maria, a primeira namorada e com certeza, a mulher de sua vida.

Dezoito meses era muito tempo para que estivesse longe de seu grande amor.

Não obstante, Maria continuamente lhe escrevia e ele lhe respondia, com prontidão.

Com a carta de Maria nas mãos, fantasiava a história que Maria lhe narrava:

“Querido amor, como sinto saudade de seus braços em minha cintura e de seus lábios nos meus.
Há dias venho tentando prosseguir na vida com o pesar de sua ausência.

Os dias são diferentes um dos outros e por esse motivo, tenho suporte para resistir, dada às variedades de situações a enfrentar.

Hoje, bem cedo, esteve um homem na loja dizendo que os franceses estão cada vez mais perto de acabar com esta guerra absurda. Isto me encheu de esperanças de rever-lhe, em breve.

Agora, quero que sinta as minhas mãos em seus cabelos despenteando-os... Sinta o meu corpo colado ao seu e a minha boca que suga os seus lábios, num beijo profundo.

Viva com essa imagem e logo a vivenciaremos.

De Maria Lacoste para João Carlos Morris, meu grande amor”.

João Carlos sentiu, após ler a carta apaixonada que Maria lhe enviara, uma febre que provinha da paixão.
Maria, sua querida Maria, era uma garota ardente de olhos grandes, de cor azul violeta e cabelos louros, como um raio de sol.

Media por volta de um metro e setenta centímetros de altura e tinha pernas longas de gazela, quadril redondo e seios grandes e firmes. Sua boca era uma rosa vermelha, sempre disposta a beijar; suas mãos pequeninas eram o prazer do toque do amor, macias e que, constantemente, propiciavam um frenesi de venturas.

Relutante em dormir, João Carlos teve que prescindir, de momento, daquela visão, pois algumas horas depois deveria estar na estrada rumo ao inimigo, o descanso era fundamental para sua sobrevivência.