Domingo, Julho 23, 2017
   
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Dietoterapia Chinesa

alimentacaochinesaA Medicina Tradicional Chinesa se baseia em conceitos Taoístas e energéticos, os quais enfocam o indivíduo como um todo e como parte integrante do universo. Para  a MTC o indivíduo é constituído por um conjunto de energias, provenientes do céu e da terra, que fluem por todo do corpo.  A saúde seria resultado do equilíbrio constante destas energias, e quando isso não ocorre, temos  a manifestação de Patologias.

O principal objetivo da MTC é restabelecer o fluxo da energia vital que circula por todo o organismo, e para isso, utiliza vários recursos, tais como a acupuntura, a moxabustão, a farmacopéia, a dietética, o tai chi chuan, e o qi gong.

A  dietética ou dietoterapia Chinesa, é uma forma simples e saudável de cuidar da saúde, ela tem uma ação mais lenta e mais fraca  do que a farmacologia Chinesa, permitindo uma ingestão prolongada. É indicada normalmente no tratamento de doenças crônicas, e também na prevenção e manutenção da saúde, embora em alguns casos agudos possa ser utilizada como fármaco. É uma das terapias mais antigas da China.

Os alimentos exercem grande influência energética no ser humano, físico e psíquico e através da lei Yin-Yang e dos 5 elementos é possível regular os desequilíbrios que ocorrem no organismo humano.

O fundamento da dietética esta baseado nos cinco sabores e na correspondência que eles mantêm com os órgãos conforme a lei dos cinco elementos. Os alimentos são divididos nas seguintes classificações:

Frio  -  Fresco  -  Morno  -  Quente

Para doenças de natureza fria, deve-se ingerir alimentos de natureza morna ou quente e para doenças de natureza quente, deve-se ingerir alimentos de natureza fria ou fresca. Mas não podemos esquecer que o Qi dos alimentos muda conforme a forma de preparo. Por exemplo, a cenoura crua é classificada como fresca e cozida é morna, sempre que um alimento é cozido aquece sua natureza.

Existe também uma correlação com a forma dos alimentos e sua ação nutritiva. Por exemplo, o feijão tem a forma de um rim e beneficia o rim humano; o inhame e o maxixe tem a forma semelhante aos gânglios linfáticos e beneficiam os mesmos no ser humano; as sementes de gergelim tem a forma de neurônios e as nozes tem a forma de cérebro e, portanto atuam no sistema nervoso; a raiz de ginseng se assemelha ao corpo humano e, portanto é utilizada  como um tônico geral para todo o corpo.

Os cinco sabores, os elementos e a correspondência que eles mantêm com os órgãos: 

 

Sabor

Elementos

Órgão e Víscera

Ácido

Madeira

F /  Vb

Amargo

Fogo

C / ID

Picante

Metal

P /  IG

Doce

Terra

Bp / E

Salgado

Água

R / B

 

Em geral, o sabor correspondente do órgão tonifica se houver insuficiência da função. Se o órgão estiver em excesso o sabor correspondente agravará o quadro e também atacará o órgão dominado. Quando uma função está em excesso, os alimentos correspondentes ao órgão dominado terão efeitos reguladores. Desta forma temos:

 

Órgão e Víscera

Sabor Tonificante

Sabor Sedante

F /  Vb

Ácido

Doce

C / ID

Amargo

Picante

Bp / E

Doce

Salgado

P  /  Ig

Picante

Ácido

R / B

Salgado

Amargo

Legenda: F- Fígado / Vb- Vesícula Biliar / C- Coração / ID – Intestino Delgado / Bp – Baço Pâncreas / E- Estomago / P- Pulmão / Ig – Intestino Grosso / R- Rim / B- Bexiga

 

É importante citar que o excesso de determinado sabor característico de um elemento, prejudicará o seu elemento dominado de acordo com o ciclo de dominância, portanto:

  • O excesso de azedo prejudica o Baço – altera músculos (tônus) e lábios
  • O excesso de amargo prejudica o Pulmão – altera pele e pêlos
  • O excesso de adocicado prejudica o Rim – altera ossos e cabelos
  • O excesso de picante prejudica o Fígado – altera músculos (cinética) e unhas
  • O excesso de salgado prejudica o Coração – altera sangue e face.

 Para que se possa utilizar o alimento como um recurso terapêutico é necessário um diagnóstico preciso dos desequilíbrios energéticos apresentados pela pessoa é preciso também uma relação detalhada dos alimentos consumidos diariamente. Mas, independente de diagnóstico médico qualquer pessoa pode inserir em sua rotina diária alimentos que ajudem a prevenir e manter a saúde e favoreçam a qualidade de vida, desde que tenha  conhecimento sobre as propriedades e funcionalidades dos alimentos para que não acorram excessos ou deficiências.

Mudanças simples como, por exemplo: tentar manter a temperatura dos alimentos ingeridos conforme a estação climática, ou seja, em dias muito quentes evitar alimentos frios ou gelados ingeridos sozinhos eles devem sempre estar acompanhados de alimentos mornos para evitar o choque térmico.  Em dias muito frios evitar alimentos quentes ou condimentados sozinhos, eles devem estar sempre acompanhados de alimentos frescos ou frios. São dicas simples, mas que ajudam muito.

Referencias Bibliográficas:

Disponível em: http://www.acupunturista.net/content/diettherapy/353/o-que-e-dietoterapia-chinesa. Acesso em: 26/05/12

FAHRNOW. I.M; FAHRNOW, J. Os 5 elementos na Alimentação Equilibrada. Ed. 1. Editora Agora. SP, 2003.

MACIOCIA.G. Os Fundamentos da Medicina Chinesa. 2ed. E. Roca.São Paulo.2007

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