Carta ao Leitor – Como lido com a minha raiva e a dos outros

raiva11Caro leitor, raiva é uma sensação energética que obstrui o funcionamento do fígado, do estômago, em consequência, dá dor de cabeça e algumas dores musculares, isto na sua mais fraca vibração.

Quando a raiva é persistente e mais forte, mina as nossas fibras da bondade, que digamos de passagem não é muita, e reverte em ódio, ou em angústia, resultando em desânimo, depressão e apatia. Quando isto ocorre, a raiva deixa de ser um momento para ser uma sensação de tempo integral, deixa de ser uma explosão para ser uma implosão. O que não deixa é de nos contaminar e de contaminar a todos que se aproximam de nós.

Neste estado de tempo integral, a raiva advém da persistência, no negativismo, na intriga e causa, no “raivoso”, problemas de insônia e problemas cardio-respiratórios. É mais sério! Já se instalou um processo de desvínculo com o próximo, rejeitando-o a tal ponto, que já que não podemos matá-lo, acabamos por tentar nos matar sem dar muito a perceber a nós mesmos de tal ato.

O que ocorre no caso da raiva é que a negação de que ela existe é tão forte, que dizemos que não a temos ou colocamos nela outras nomenclaturas, porque sabemos que a raiva é uma sensação ruim e que parte de nós e nunca do outro. Talvez não saibamos tão explicitamente, mas procuramos escondê-la de nós mesmos. A causa da raiva realmente está em nós e não no outro ou em qualquer situação externa que possa desencadear a raiva. Esta energia é “cria” nossa e como tal, reage a nossas próprias energias.

A raiva surge por causa de nossas insatisfações, que estão pautadas na falta do autoconhecimento, que nos leva a várias diversificações da ilusão. Ilusão é tudo que não pode ser realizado pela ausência da moral, que é a base de todo princípio de vida designado pela Origem (Deus), para que possa ser eterno, real. O princípio da ilusão tem como base o egoísmo e estrutura-se assim formando um mundo à parte da Origem, da Vida. Como a ilusão não possibilita o real, que é de procedência do Eterno, causa um vácuo entre Eu e Ele, que tentamos a qualquer custo preencher com mais ilusões, causando sempre a decepção que por fim nos deparamos por não encontrar a satisfação, sossego, a harmonia, a paz que a priori, foram buscado por caminhos insolitamente inexistentes em bases morais.

Inicia-se assim um processo de frustração, por não termos satisfeitas as nossas necessidades, que de fato nem sabíamos quais eram ou tão quais são, causando um movimento interno de intensa vibração, pronto a explodir a qualquer momento que somos ameaçados por mais um infortúnio. Toda aquela energia acumulada é despejada no primeiro “infeliz” que se ponha a nossa frente, ou então naquele que depositamos como fiel guardião de nossa felicidade, isto é, um coitado que outorgamos a ele, sem ele saber, a incumbência de cumprir a nossas realizações, como se alguém fosse capaz de nos realizar. Geralmente estas incumbências são projetadas para maridos, esposas, filhos, mães, pais, chefes, e outros tantos coitados, vítimas de nossas inseguranças e insatisfações.

Realização é uma ação que se desloca do indivíduo até a sua plena ação individuada, realizada somente por ele e por mais ninguém. Os outros, que fazem parte de nossas vidas, direta ou indiretamente entram na história, como participantes beneficiados de nossa eclosão na verdade como Ser. Seres Verdadeiros e não mais ilusórios. Está feito o vínculo entre nós e o Eterno, que antes foi rompido pela raiva, que nos ameaça a Significância de Ser.

A Significância de Ser rompe as barreiras do egoísmo pessoal e coletivo, supera a rebeldia e constrói benefícios, que somente a mente solidária em comum a verdade, com o Eterno, possibilita, sem atritos ou intrigas, os bens divinos. A todos os homens de boa vontade foi outorgado este direito de benefício. E por isso, ‘‘Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade’’.

Um abraço,

Elaine Sanches Morais

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