Comportamento: Viver com Coragem

moleculaCoragem é sinônimo de viver a virtude. Sabemos que a virtude é a alma do Espírito. Considerando que todos somos constituídos de personalidade e Espírito, podemos concluir que temos a virtude, e portanto a coragem, como algo possível de ser acessada e praticada. Este acesso vai sendo construído ao longo de inúmeras experiências nas encarnações. A prática da virtude ocorre em consequência da conclusão das experiências.

A virtude é a disposição e a prática de fazer o bem. A virtude não deve ser apenas contemplativa, mas sobretudo ação. Como já mencionado tantas vezes, não basta não fazer o mal é preciso fazer o bem. Fazer o bem não pode ser entendido somente como senso comum de ser caridoso. Mesmo sem estar diante de alguém que necessite é preciso fazer o bem, pois como requisito para isto é preciso ser bom. Ser bom não é tarefa agendada ou compromisso marcado para alguém ver. Ser bom é o respirar de cada segundo, o pensar de cada ideia, a postura diante de toda situação, é estar consciente da espiritualidade o tempo todo. Como virtude é prática, é claro que se evidencia aos sentidos físicos e extrafísicos de quem convive com uma pessoa virtuosa nas diversas formas de manifestação, como o amor, a honestidade, a generosidade, a humildade etc.

A forma como as virtudes se tornam concretas é por meio de hormônios que fazem o corpo físico se movimentar. O resultado da moral adquirida nos faz querer realizar desde ideias mais fáceis até os projetos mais grandiosos. Um desejo ou uma vontade que pode vir do psicossoma ou do mental passa ao corpo físico e como retorno deste – biofeedback – o organismo segrega os hormônios da adrenalina e da endorfina para manifestar o que foi definido. A adrenalina, segregada pelas suprarenais, prepara o organismo para o esforço, estimulando o coração, elevando a taxa de açúcar no sangue, elevando a tensão arterial. A endorfina relaxa e dá prazer, promove bem-estar; é ela que dá a sensação de ”missão cumprida”, de realização, após a prática do bem.

Ambos os hormônios são do corpo físico, mas são sutilizados na alma dos veículos superiores a ele. Além da função física, a adrenalina e a endorfina têm a capacidade de fazer o contato entre dimensões e planos. Elas são características do ectoplasma, que têm a função de tornar material o que os nossos pensamentos criaram. Ideias claras, organizadas e com objetivos no bem, movimentam energias sutis e tornam concreta a espiritualidade. Isto significa viver com coragem. A ousadia de se aventurar em projetos grandiosos não significa necessariamente a coragem aqui destacada, se estiver destituída de virtudes. Aventurar-se no bem, sim, é ter coragem e está longe de ser impulsivo. Quem busca adrenalina em esportes radicais ou filmes de terror ou endorfina no chocolate ou qualquer outra droga, não transpõe os limites da vida física. Transpor os limites da matéria por meio de exercícios físicos e de meditação é exercitar o compromisso com a evolução.

O resultado de viver com coragem é a materialização da espiritualidade, não somente no sentido de tornar concreta aos sentidos físicos, mas de eternizar uma energia superior que possibilita oportunidades evolutivas a todos aqueles que decidirem por elas.

Autor: Fábio Mikio Kikuti
Fonte: MORAIS, E. S.; ALTAMIRO. Prazer e Satisfação. Palavras de Mestre. Jornal IPE-Extra & Físico. Número 215. Campinas, fevereiro 2011.
COMTE-SPONVILLE, A. Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
Foto: © – fotolia.com

Posts Recentes

Assine já!

Quer estar por dentro das últimas novidades?

Não se preocupe, também não gostamos de spam ;)
Ao assinar a newsletter, declaro que conheço a Política de privacidade.

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Veja Também

Postagens Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Institucional